SEMANÁRIO

#VazaJato: provas dão corpo à manipulação judicial e midiática, que segue em curso

Simone Ishibashi

Paula Almeida

LAVAJATO

#VazaJato: provas dão corpo à manipulação judicial e midiática, que segue em curso

Simone Ishibashi

Paula Almeida

imagem por Juan Chirioca

Às vésperas de completar seu sexto mês de mandato, na esteira das manifestações massivas que vieram em resposta aos cortes na Educação e em meio a um 14J morno marcado por evidente elevação no tom da ostensividade da repressão policial, um vazamento de conversas entre o ministro Sérgio Moro, o promotor Deltan Dallagnol e outros funcionários do Ministério Público lançaram nova luz naquilo que muitos já sabiam, alguns denunciaram, outros negaram e, como sempre acontece nesses casos, uns tantos preferiram não ver (ou fingir que não viam): o caráter manipulador do judiciário, em conluio com a mídia, e sua influência na política brasileira de um modo geral e, em particular, no julgamento arbitrário de Luís Inácio Lula da Silva e no processo eleitoral de outubro de 2018, que levou Jair Bolsonaro ao poder.

Filho bastardo reconciliado com o golpe, o presidente eleito enfrenta, agora, o revés de sua própria sorte. O mesmo poder que se arvorou em lhe conduzir ao posto mais importante da República, com o apoio público do juiz de esquina alçado a herói nacional, agora coloca o mandatário em xeque. Não porque esse importante instrumento da elite brasileira de influir nos limitados rumos da democracia burguesa tenha se voltado contra ele; ao contrário: Bolsonaro e sua entourage se veem, depois dos vazamentos do The Intercept, obrigados a proteger Sérgio Moro, que até outro dia gozava da posição de superministro.

Depois de um silêncio ensurdecedor por parte do governo — note-se que as primeiras manifestações vieram de setores das Forças Armadas —, da insistência com que os jornalistas o têm questionado em aparições públicas e não obstante a postura de normalidade com que atua, alguns gestos de Bolsonaro visam a reforçar seu apoio a Sérgio Moro. Está certo que o novo presidente está bem longe de ser um exímio orador, mas, de todo modo, é notável a ausência de palavras sobre o caso. Oferece medalhas de condecoração a seu ministro, vai com ele a uma partida de futebol do time mais popular do Brasil, mas recusa-se a dizer qualquer coisa que se refira aos vazamentos, inclusive abandonando entrevista quando confrontado por repórteres. Nesta da última terça-feira, 11 de julho, coube ao governador de São Paulo, João Dória Jr., o papel de fazer as honras da casa. [1]

Papel não menos nefasto é este desempenhado pela Rede Globo. Naquele mesmo dia, enquanto o The Intercept fazia novas revelações e liberava as conversas completas entre o juiz e seu fiel promotor reveladas no domingo, 9 de junho, o Jornal Nacional dedicou cerca de 15 minutos a tentar conferir verossimilhança à narrativa de que os celulares de juízes e procuradores haviam sido vítimas de um ataque hacker e de que o criminoso seria Glenn Greenwald, premiado jornalista investigativo que conduz o The Intercept, e não Moro, Dallagnol e sua quadrilha judiciária. Como deixou evidente a sexta parte das revelações, liberada na sexta, 14 de junho, não apenas o conluio tem mais envolvidos, mas o próprio Sérgio Moro chefiava o grupo de promotores e auxiliares, que agiam feito máfia. O principal telejornal da emissora, que em outros tempos, de mãos dadas com seu bff, o Grupo Time-Life, foi apoiadora de outro golpe, chegou a dedicar um quadro bastante didático explicando como funciona o aplicativo de mensagens Telegram e a hipótese de que uma ação hacker seria responsável pelo vazamento das mensagens. Isso sem importar a posição oficial do app, que ironizou a mensagem que o suposto “hacker aqui” teria enviado ao grupo do Conselho Nacional do Ministério Público [2]

O Grupo Globo atacou também em outras frentes: editorial no impresso O globo, os principais colunistas da versão digital empenhados na defesa da Lava Jato, toda sorte de notícias tendenciosas no portal G1 e defesas acaloradas na Globo News foram alguns dos esforços para abafar o caso da sua instituição de estimação.

O Antagonista, site de direita que “adiantou” em anos a prisão de Lula, transformando o furo em “barrigada” e, posteriormente, no meme “Lula preso amanhã”, continua se esforçando para cumprir à risca seu papel de fabricador de fatos em prol do golpismo. O modo como age é pedagógico, oferecendo uma verdadeira genealogia das fake news. No último dia 11, escreveu: “Greenwald é usado pelo russo Vladimir Putin para desestabilizar democracias. Todo mundo sabe disso”. [3]. Foi o que bastou para outros sites da direita, como o Politz, passarem adiante, como informação verdadeira, a acusação baseada na fonte “todo mundo” e daí a virar fake news a correr os grupos de WhatsApp, um pulo.

Nada mais exemplar, porém, do que a longa entrevista dada por Moro ao Estadão na última quinta-feira, 13 de junho, quarto dia após o vazamento do domingo. Logo na introdução à conversa, já está dado o roteiro: sustenta-se a versão do ataque hacker e destaca-se, inclusive, que o ex-juiz não reconheceria o conteúdo das mensagens.

Em público uma coisa, no privado, outra bem diferente

Não é nosso intuito neste breve artigo entrar no conteúdo das mensagens vazadas pelo The Intercept. Em primeiro lugar, porque pretendemos apenas delinear a narrativa em curso por parte da mídia, cujos interesses aparecem espelhados nos projetos que pretendem dar corpo e refletem as relações capilares e obscuras, para não dizer tenebrosas, que estabelecem com outros setores sustentáculos do regime que se ergue. [4] Em segundo lugar, porque acreditamos que cada um deve ler na íntegra todas as partes da matéria do The Intercept sobre o caso [5], incluindo as trocas de mensagens completas, que, além de dar o devido contexto às conversas, revelam implicações que podem fugir aos olhos do diminuto grupo que se debruça sobre o material, que é imenso segundos eles. [6] Finalmente, é importante que o faça confrontando a narrativa em curso por parte dos setores que se alinham na defesa da Lava Jato, quando não só está em jogo a prisão de Lula, como todo a operação, e ainda com olhos atentos para aqueles mesmos setores da esquerda que continuam defendendo as investigações, embora já não expressem o mesmo apoio efusivo à dupla dinâmica Moro e Deltan, [7] como a própria movimentação do Partido dos Trabalhadores (PT), que parece seguir na confiança cega no sistema judiciário burguês como tal. Nesse sentido e devido ao teor das mensagens publicadas na sexta-feira, 14 de julho, é salutar recuperar os julgamentos de Lula na 14ª Vara Federal de Curitiba, especialmente o de maio de 2017, pois as revelações dos bastidores do “showzinho da defesa”, como zombou Moro, ou do show de manipulação, como preferimos nós, jogam nova luz ao espetáculo. [8]

Falando, então, especificamente da entrevista ao Estadão. [9] O primeiro fato a se notar é que foi feita pelo mesmo Ricardo Brandt a quem, como provam as mensagens, os membros do judiciário passavam não apenas informações privilegiadas, com instruções precisas do tom que deveriam assumir e da versão que deveriam constar na mídia aliada, mas com os quais se consultavam, nos moldes do que fazem as empresas de assessoria de imprensa às corporações. O segundo é que escancara ainda mais o caráter de manipulação que perpassou todo o julgamento de Lula e se evidenciou especialmente no processo eleitoral. Por isso, na entrevista, não é falta de talento de Brandt, ou de seu parceiro Fausto Macedo, enviados especiais do Estadão a Brasília, o tom amigável das perguntas, seguindo exatamente o script que um bem pago assessor aconselharia.

Dentre as diversas irregularidades para as quais apontam a Vaza Jato, o amável Brandt aborda a invalidação do caso do triplex do Guarujá, à qual a negativa de Moro é categórica: “Foi um caso decidido com absoluta imparcialidade com base nas provas, sem qualquer espécie de direcionamento, aconselhamento ou coisa que o valha” -provas sobre as quais se já se sabia que eram frágeis, agora descobriu-se que sequer a convicção que parecia mover Dallagnol estava presente. Esse tema indica, ainda, uma outra falácia conduzida por setores da mídia: procurando invalidar o conteúdo mais que comprometedor da troca de mensagens, buscam confundir a própria legalidade dos julgamentos com as acusações que recaem sobre Lula. Ora, verdadeiras ou não, o fato é que as provas apresentadas, bem como os meios para obtê-las, é o que deve ser questionado, como já tinha sido revelado pelas mensagens de domingo.

Os apelos daquilo que seriam as funções de um juiz segundo Sérgio Moro também concorrem para dar mais corpo à narrativa midiática que querem enfiar goela abaixo da opinião pública. O entrevistado relativiza o que lhe convém, sem jamais ser confrontado; por exemplo, quando diz, entre outras coisas, que as pessoas lhe levavam “todo tipo de informação, de demanda” e “que era comum você ser contatado, seja verbalmente, seja por aplicativos”, ou quando diz que chamá-lo “chefe da Lava Jato” é uma “falsidade”. Sobre as denúncias que chegavam à comarca de Curitiba e o trato “seletivo” ao que o juiz lhes conferia, sustenta: “Não, não. Sendo muito franco, essas notícias-crime chegavam toda hora. O que tem que fazer o juiz? Ele tem que transmitir isso para a frente”. Será que seria mesmo essa a atribuição de um juiz que agiria de acordo com “os ritos”? Mais adiante, diz que o The Intercept deveria “pegar o material que receberam na forma original, não sei se é papel ou se é meio eletrônico, e apresentar para uma autoridade independente”, em vez de “gerar um sensacionalismo com base em ataques criminosos de hacker”, para concluir que “os alvos são as instituições”. Ora, cabe aqui perguntar: que autoridades independentes podem existir no Brasil de 2019, expressão de cuja falência o são as combinações que fizeram? E que instituições seriam essas se todo e qualquer limite do que se entende por instituição no regime vigente já foi ultrapassado e a crise que as afeta coloca em xeque esse mesmo regime? [10]

Os jornalistas do The Intercept já ganharam o adendo de “-ativistas”, estão sendo atacados de diversas formas, com campanhas e petições pela deportação de Glenn Greenwald e acusações de cunho homofóbico a ele e seu companheiro Davi Miranda, deputado pelo PSOL do Rio de Janeiro. Como se vê, depois de conspirar para transformar os criminosos em vítimas — e, ao nosso ver, falhar, visto que cada nova liberação só faz comprovar o evidente —, passam a questionar o conteúdo das mensagens e a recorrer ao argumentum ad hominem, para usar uma expressão latina, tão em voga em tempos de data venia e desde o verba volant, scripta manent de Michel Temer.

O peixe morre pelo teclado

A sabedoria popular, diferentemente do senso comum, carrega, devido ao ancestral conteúdo semântico de seus ditos, elevado grau de explicação de certos fenômenos que se reiteram no comportamento humano. Tanto os atores principais quanto os coadjuvantes do mais novo episódio da Lava Jato, a House of cards tupiniquim e da vida real, apesar de ter ao seu lado todo o conluio das instituições, incluindo a mídia nacional, um quarto poder em conotação negativa, vêm mostrando que, de fato, “o peixe morre pela boca”.

À entrevista do outrora juiz da 13ª Vara Federal Sérgio Moro, como não poderia deixar de ser, também cabe essa máxima. Ele jamais nega o conteúdo da mensagem, outrossim, aponta falta de credibilidade do trabalho do The Intercept tomando por justificativa o “sensacionalismo” e o que chama de “meio criminoso” e “mecanismo espúrio”; pergunta: “Por que não apresenta desde logo tudo?”, para sentenciar: “Aí, sim, se a ideia é contribuir para fazer Justiça, então vamos agir dessa forma”. Ocorre que, muito além das óbvias hipocrisias por parte daqueles que grampearam e tornaram públicas as conversas de Dilma Rousseff e Lula, antes de publicar a sexta parte da reportagem, a equipe do The Intercept procurou a assessoria de Sérgio Moro, ao que recebeu nota de seguinte teor: “O Ministro da Justiça e Segurança Pública não comentará supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa de hackers e que podem ter sido adulteradas e editadas, especialmente sem análise prévia de autoridade independente que possa certificar a sua integridade. No caso em questão, as supostas mensagens nem sequer foram enviadas previamente.” [11]

No intento de dar substância à argumentação de que o problema estaria na suposta ação hacker e não no conteúdo das mensagens trocadas pelos dois meninos dos olhos da Lava Jato e do governo norte-americano entre si e com seus asseclas, todavia, a geleia é geral. Como numa farsa teatral, surgem, de repente, imagens de mensagens fruto de um aparecimento surpresa de um hacker que se apresenta como... “hacker aqui”, alegando estar de posse da conta de um dos procuradores e exprimindo-se por meio de uma linguagem bacharelesca; pululam denúncias de membros do judiciário e de jornalistas que de repente se declaram vítimas de ataques cibernéticos; Moro e Dallagnol primeiro assumem, para depois negar a autoria das mensagens. É irônico, todavia, que a inverossimilhança na qual estão envoltas as histórias contadas por Moro e seu séquito advenha do tratamento de deus ex machina que eles mesmo dão ao suposto hackeamento.

Se até aqui se poderia dizer de algumas das reações dos acusados que seriam cômicas se não fossem trágicas, os esforços da base do PSL no Congresso beiram o nonsense, característica, aliás, marcante do partido do clã presidencial. O episódio na Câmara dos Deputados no último 12 de junho é o que se poderia chamar de quinta-essência do circo armado. O deputado do PSL Daniel Silveira apresentou requerimento convocando Glenn Greenwald a dar explicações naquela casa, mas diante da popularidade que a proposta ganhou entre os deputados da oposição, acabou retirando-a da pauta. [12]

O fato é que não sobra ninguém e os próximos capítulos são aguardados por todos com um saco de pipoca nas mãos. Moro já demonstrou que não vai largar o osso, tem o apoio do presidente e dos generais, embora o STF se divida e o Congresso esteja muito mais empenhado em aprovar a reforma da previdência e expor a crise por que passa o governo. Seja em suas declarações à imprensa, seja em sua conta pessoal do Twitter, Rodrigo Maia, o novo queridinho de FHC, é firme e monotemático: promete a reforma da previdência ainda para este semestre. Outras vozes dissonantes vêm de setores da mídia burguesa, como se pode ver pelas capas da Carta capital, da Época, da Isto é e da Veja. Glenn Greenwald comemorou, mas resta saber se queimar Sérgio Moro não é estratagema para salvar a Operação Lava Jato.

O “caos controlado” a partir da utilização das redes sociais, serviços de propagação de fake news e desestabilização a partir da ação dos atores internos são marcas das práticas de guerra híbrida que foram características de todo o processo eleitoral. A conspiração foi uma das faces da Lava Jato. A prisão sem provas de Lula, as mentiras espalhadas em correntes pelo WhatsApp e outras redes foram cruciais para a vitória do governo de ultradireita. Naquele momento, todo o partido judiciário, então unificado, atuava em uníssono com esses meios. Agora, quando se trata de trazer à tona a atuação de Moro e da Lava Jato para a articulação de tal conspiração, busca-se desacreditar as informações verdadeiras alegando terem sido vazadas por hackers. Algo que não se sustenta, mas que traz a interrogação sobre os poderes de fato residentes detrás dessas ofensivas e contraofensivas.

Quanto ao The Intercept, com sólido apoio da equipe internacional, o financiamento do fundador do eBay Pierre Omidyar, a experiência dos documentos da NSA vazados por Edward Snowden e com aliados da mídia mainstream e independente, seus repórteres jogam xadrez com os diferentes atores, soltando novo conteúdo à medida que se dão os contra-ataques de Moro, Dallagnol e sua trupe. É bem possível que o potencial efeito dominó que já provaram ter as denúncias do The Intercept, e contando ainda que vem aí “chumbo grosso”, venha a se mostrar, de fato, devastador. Isso vai depender das próximas movimentações. Por essa razão também os tempos são importantes, sob o risco de essa profusão de provas escorrer por água abaixo nos canos obscuros da Lava Jato e assistirmos não só aos peixes, grandes e pequenos, mas também aos ratos escaparem.

***

Em tempo: causou sensação entre setores progressistas e da esquerda o seguinte quadro apresentado no programa humorístico Zorra que foi ao ar na noite de ontem, 15 de junho, na Rede Globo: https://globoplay.globo.com/v/7696605/

A paródia da bela “João e Maria”, de Chico Buarque, que viralizou, traz o boneco inflável Sérgio Moro em trajes de super-homem murchando. O herói de ar foi destaque nas manifestações da direita que ocorreram em 26 de maio último.

Trata-se, sem dúvida, de uma metáfora muito apropriada para o momento que vive o ministro de Bolsonaro. Além disso, é recheada de boas referências: aos filhos do presidente, às relações com os EUA, ao caso de amor com Dallagnol, à hipocrisia em relação a vazamentos de conversas privadas, porém com interesses públicos, sintetizada no verso “quem com grampo fere com grampo será ferido”. Tudo aquilo que se buscou relativizar, confundir ou simplesmente negar ao longo da semana não apenas nos estúdios do Jardim Botânico, mas por meio dos braços de todo o conglomerado.

Com isso, a metáfora fabular do quadro humorístico se torna ainda mais acertada, não obstante, nesse sentido, possamos estar diante de algo inconsciente ou semi-consciente. É expediente antigo da emissora golpista usar seus programas de humor tanto para simular diversidade de vozes, conferindo a si mesma o status de democrática, quanto para fazer as vezes de válvula de escape do regime, afinal, é preciso liberar um pouco a pressão de seu interior para, só depois, injetar-lhe novo gás.

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FOOTNOTES

[4Para esclarecer as questões de fundo que agitam esse solo movediço sobre os quais caminha hoje a esquerda brasileira, indicamos os artigos de Simone Ishibashi “Bolsonaro, Globo, Instituto Millenium unidos por Paulo Guedes: farsa neoliberal da ultradireita” e “Novas notas sobre a guerra híbrida: o escândalo das fake news a serviço de Bolsonaro e a ação do TSE”, in Edison Urbano (org.), Brasil: ponto de mutação, Edições Iskra, 2019. Para saber mais, leia: http://www.esquerdadiario.com.br/Brasil-ponto-de-mutacao-um-livro-vermelho.

[5As partes disponíveis podem ser acessadas a partir daqui: https://theintercept.com/2019/06/09/procuradores-tramaram-impedir-entrevista-lula/

[6Para uma melhor compreensão da ligação da Lava Jato com o imperialismo yankee, recomendamos a leitura do artigo “In USA We Trust: o que está comprovado da conexão Curitiba-Washington”: https://www.esquerdadiario.com.br/Lava-Jato-In-USA-We-Trust-O-que-esta-comprovado-da-conexao-Curitiba-Washington.

[7Cf., por exemplo, fala da deputada do PSOL Luciana Genro: https://twitter.com/lucianagenro/status/1138821053273300993

[10Fazemos estas perguntas nos estritos limites da justiça burguesa, concordando com Evguiéni Pachukánis, quando o jurista marxista russo diz que “a jurisdição criminal do Estado burguês é o terror de classe organizado” (in Evguiéni Pachukánis, Teoria geral do direito e marxismo, Boitempo Editorial, 2017, p. 172).

[12O desfecho, com vídeos das cenas lamentáveis, foi bem contado pelo perfil satírico do Twitter @proposicoes (“Proposições que vão mudar sua vida), dedicado a cobrir em chave de humor o Congresso Nacional: https://twitter.com/p456roposicoes/status/1138868202983874562
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[Ideias de Esquerda]   /   [Teoria]

Simone Ishibashi

Rio de Janeiro
Editora da revista Ideias de Esquerda e Doutoranda em Economia Política Internacional pela UFRJ.

Paula Almeida

tradutora; doutora em Literatura e Cultura Russas pela Universidade de São Paulo (USP) e editora nas Edições Iskra.
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