Gênero e sexualidade

ASSÉDIO NOS TRANSPORTES

VÍDEO: Maíra Machado denuncia os assédios nos transportes públicos

Em vídeo publicado hoje, a professora Maíra Machado, do grupo de mulheres Pão e Rosas, denuncia os escandalosos casos de assédio nos transportes públicos.

sexta-feira 1º de setembro| Edição do dia

Nos últimos dias o Brasil se chocou com os escandalosos casos de assédio nos transportes públicos de São Paulo. Em um dos casos o agressor ejaculou em cima da vítima e no dia posterior outro homem apalpou os seios de uma passageira. Ambos agressores foram soltos. No primeiro caso, o agressor foi encaminhado para delegacia e solto logo depois, com a seguinte sentença do juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto: “Na espécie, não entendo que não houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco do ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado."

Esta é a cara da justiça machista, que vira as costas aos trabalhadores, aos negros, às mulheres e ao povo pobre. A sentença dada é mais uma no mar de injustiças cometidas pelo estado brasileiro que nunca se preocupou com a vida das mulheres. Um dos casos emblemáticos é o de Elisa Samudio, assassinada pelo goleiro Bruno, seu ex-companheiro com quem tinha um filho. A vítima buscou 8 vezes a justiça e foi ignorada. E mesmo depois de prender e condenar os culpados pela sua morte, a justiça mandou soltar seu assassino confesso, o goleiro Bruno, que posteriormente, depois de muita revolta, voltou a prisão.

É urgente um plano emergencial de combate à violência contra a mulher nos transportes que garanta auxílio médico e psicológico às vítimas fornecido pelo estado, para todas as mulheres que passam por essa situação humilhante nos transportes públicos e atestados que sirvam como comprovação para que essas mulheres tenham tempo para se recuperar e não tenham que ir trabalhar em seguida.

O Estado capitalista reproduz a violência machista e a justiça avaliza essa violência. Estamos juntas com todas as mulheres em luta por justiça e contra a opressão. Precisamos lutar contra a violência de gênero e contra o capitalismo, para que nenhuma mulher mais seja oprimida ou explorada.




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