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VEM AÍ A 6ª EDIÇÃO DO RAP CONTRA O RACISMO!

No Domingo 04/10 será realizada a partir das 13hs a 6a Edição do Sarau RAP CONTRA O RACISMO na Zona Oeste de Marília. Mais uma vez a escola EE. Mônaco será tomada pela arte, por oficinas, por discussões e sobretudo pelo combate ao Racismo e todas as formas de preconceitos e opressões. PARTCIPE! SE INSCREVA! TRAGA A SUA ARTE!

quarta-feira 23 de setembro de 2015| Edição do dia

No Domingo 04/10 será realizada a partir das 13hs a 6a Edição do Sarau RAP CONTRA O RACISMO na Zona Oeste de Marília. Mais uma vez a escola EE. Mônaco será tomada pela arte, por oficinas, por discussões e sobretudo pelo combate ao Racismo e todas as formas de preconceitos e opressões. PARTCIPE! SE INSCREVA! TRAGA A SUA ARTE!

A Ultima Edição

Na 5a Edição, a “Resistência das Mulheres Negras” foi o eixo central do Sarau. Foi montada uma instalação do "Quarto de Despejo" repleta de imagens e trechos das poesias de Carolina de Jesus, que também foram recitadas durante o evento. Alguns momentos marcantes do Sarau foram a interpretação da forte poesia musicada “Gritaram-me Negra” de Victória Santa Cruz - preparada por professores da rede e estudantes da Unesp – bem como a importante presença e contribuição dos grupos de Rap SBV (Sombras, Balas e Vazios), Função 014 e Expressão da Periferia.

O que vem por ai na 6a Edição...

Dandara, Zumbi dos Palmares, Panteras Negras, Tereza de Benguela, Sabotage, Malcon X, Terceirizadas da USP, Garis do Rio de Janeiro e Luiza Mahin: Mais uma vez as paredes da escola serão tomadas por imagens, faixas e cartazes que gritarão a história de resistência de negras e negros que foram e ainda são apagados dos livros de história. Nesta 6a Edição o Sarau promete ser ainda maior, trará como eixo principal a discussão sobre a “Redução da Maioridade Penal” que nos abre para discutir o crescente genocídio e encarceramento da juventude negra nesse momento em que cresce a crise econômica e a luta de classes no país.

A instalação “Mulheres Negras Revolucionárias: Tereza de Benguela, Dandara e Luísa Mahin” resgatará a inspiradora história de luta e resistência de mulheres que devem servir de exemplo ao conjunto da classe trabalhadora e oprimida do país na luta contra a exploração e opressão. A discussão sobre os crescentes ataques e perseguições que vem sofrendo as religiões de matriz africanas e afro-brasileiras também estará presente no Sarau. Outro ponto que será levantado é sobre “Precarização e aumento dos custos do transporte publico em Marília”. Nesse cenário em que vemos a tentativa de governos e patrões descarregarem os prejuízos da crise econômica sobre o conjunto da população essa questão se faz muito importante. Sentimos em nossas peles: os cortes bilionários de verbas da educação, da saúde, as crescentes demissões, o aumento do custo e da precarização dos transportes e o aumento dos preços de tudo que não seja os nossos salários. Por outro lado vemos que quem mais sofre com esse conjunto de medidas é justamente a população negra que mora nas periferias e que em geral ocupa os postos de trabalho mais pesados e precarizados (terceirizados). Logo a luta por melhores condições de vida e de trabalho também deve fazer parte da luta contra o racismo.

Para o estudante Alexandre Supertramp que integra o grupo de Rap SBV e também é militante do MRT e da Juventude Às Ruas “A 6a Edição do RAP CONTRA O RACISMO vai ser um importante encontro de grupos de Rap e integrantes do Movimento Hip Hop de Marília com a comunidade da Zona Oeste. As discussões teóricas sobre o racismo tem de romper os muros da universidade e se tornar carne nas periferias, se tornar instrumento de luta da juventude negra contra o possível miserável que nos é imposto”.

Bruna Motta, professora da rede pública e militante do MRT, Professores Pela Base e do grupo de mulheres Pão e Rosas diz que “Muitas vezes pela própria forma como as escolas são pensadas e pelas nossas condições de trabalho, como o numero de alunos por sala, a instabilidade da categoria O, por exemplo, não conseguimos conhecer e nem construir uma relação mais profundas com nossos estudantes. No dia-a-dia, infelizmente professores e estudantes muitas vezes se vêem como inimigos. O RAP CONTRA O RACISMO abre uma possibilidade muita rica para nos relacionarmos da maneira mais profunda possível: como companheiros e companheiras de combate contra o racismo e todas as formas de opressões. Como companheiros de batalha que se alimentam da luta revolucionária de Dandara e Mahin para enfrentar a sociedade injusta e desigual em que vivemos hoje”.
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