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Urgente: A reacionária intervenção federal no Rio não impede a reforma da previdência

Estejamos alerta que esta reacionária medida não impede a tramitação e votação da reforma da previdência. É preciso seguir a batalha para paralisar os locais de trabalho dia 19 como parte de um plano de lutas para uma greve geral.

Leandro Lanfredi

São Paulo | @leandrolanfrdi

sexta-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

Depois de um carnaval bastante amargo e ainda sem um clara maioria de dois terços para aprovar a Reforma da Previdencia, Temer resolveu empreender uma importante manobra. Dentro de algumas horas estará publicada a intervenção federal no Rio de Janeiro, dando poderes ditatoriais a algum general do Exército. Essa intervenção serve de isca para a atenção enquanto ele tenta comprar votos.

A isca é desviar a atenção da imensa agenda negativa que o cerca e criar uma nova agenda positiva, de um governo preocupado com a segurança pública. A situação calamitosa do Rio de Janeiro, produto não somente de “má gestão” e da corrupção, é resultado de uma política consciente da burguesia brasileira e carioca que não está nem aí para o que aconteça fora do Leblon e da Barra. Buscando dar uma cara de combate à violência e combate a corrupção nas forças policiais, Temer, que já interveio na Polícia Federal para colocar um agente de sua própria impunidade, Fernando Segovia, garantirá manchetes nos jornalões da burguesia e muita repressão à juventude, sobretudo aos negros.

A "agenda positiva" de Temer é militarizar justamente a capital onde mais se expressou a raiva contra ele e suas reformas durante o Carnaval. Com esta intervenção e com a criação de um ministério da Segurança Pública, Temer procura ganhar votos para a Reforma da Previdência dentro da bancada da bala e de todo reacionarismo. Dará superpoderes ditatoriais ao Exército na segunda maior cidade do país, bem como concentrará as forças reacionárias, desde a agência de espionagem, a ABIN, a Polícia Federal e o comando das polícias em uma só pasta ministerial.

Com letras garrafais todos jornais falam que durante uma intervenção federal não é possível a Reforma da Previdência ou qualquer outra emenda constitucional. Mas essas manchetes buscam conscientemente nos iludir e desmontar a mobilização da classe trabalhadora e toda a raiva que se expressou no carnaval. Em letras menores, dentro de análises, dois grandes jornais da elite nacional, o Estadão e a Folha falam que na reunião que Temer decidiu por essa intervenção ele já cogitou suspender a medida por um dia para votar a reforma. Essa hipótese poderia se combinar com uma segunda hipótese se Temer não conseguir comprar 308 deputados, votar somente as partes da reforma que não exigem emendar a Constituição.

Por estes motivos precisamos manter a mobilização do dia 19. Não cair na armadilha de Temer e da mídia. Parar os locais de trabalho que forem possível e exigir das centrais sindicais um plano de luta para uma greve geral. Podemos aproveitar o momento para derrubar a reforma da previdência e avançar pela revogação da reforma trabalhista e para garantir o direito do povo votar em quem quiser ao mesmo tempo que dizemos não à reacionária intervenção no Rio.




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