Educação

GREVE DOS PROFESSORES DE SÃO PAULO

Uma só luta: Estudantes devem apoiar a greve dos professores do Estado de São Paulo

terça-feira 7 de abril de 2015| Edição do dia

A conjuntura nacional da luta de classes está fervendo mais do nunca. Neste ano em que a crise avança sobre os trabalhadores, aqueles que tudo produzem, estão tendo seus direitos trabalhistas ameaçados, com o avanço da terceirização e as Medidas Provisórias 664 e 665 que atacam o seguro desemprego e o auxilio doença. Nesta conjuntura o governo Dilma para alimentar ainda mais os banqueiros, que já consomem os escabrosos 50% das receitas do Estado, em nome do pagamento da divida pública, corta investimentos na área da saúde e educação, só na educação o corte foi de 7 bilhões.

Estas áreas foram as mais sensivelmente atacadas, pois representam os principais gastos sociais do governo federal, estados e municípios, em contradição com acúmulos cada vez mais crescentes de privilégios da casta politica brasileira e de politicas de renúncia fiscal para grande conglomerados transnacionais.

Os governos estão preparando seus “pacotões de maldades” já há algum tempo, mas eles tem tido seus principais adversários com os trabalhadores da educação. Assim, como os professores do Paraná que nos ensinaram que somente a luta ensina e transforma nossas vidas, os professores do estado de São Paulo estão em greve contra o governo e contra a burocracia. A vitória não é dada e por isso devemos nos empenhar dia após dia nesta luta. Hoje os professores do Estado lutam pela reabertura das 3300 salas, reajuste de 75% de seus salários, o fim da duzentena e salas com máximo 25 alunos.

E o movimento estudantil?

O movimento estudantil sempre foi um dos principais aliados dos trabalhadores da educação para conquista de suas pautas, dessa vez não pode ser diferente. Nas universidades o pacotão de maldades já começou com 17 expulsões na UNESP de Araraquara, recentes cortes nos planos de carreira de docentes e servidores da UNESP e processos contra os diretores de base do SINTUSP.

Com estes exemplos mostram como o projeto de precarização da educação é integrado, tendo como seus principais articuladores grupos como Santander (vulgo Universia), interessado no fim da gratuidade do ensino superior e de base para venda de seus créditos educativos. Para isso é necessário perseguir e acabar com aqueles que são pedra em seu sapato, como o movimento estudantil da UNESP, que graças a sua força implantou cotas e conseguiu mais permanência estudantil em 2013 e os históricos lutadores do SINTUSP que foram ponta de lança para barrar a desvinculação do Hospital Universitário da USP, para a libertação do companheiro Fabio Hideki e pelo reajuste salarial de 2014, demonstrando quem são os adversários das politicas do governador, do reitorado e do Banco Santander.

O governador demonstrou toda sua intransigência na última negociação (30 de março), com a categoria de professores. Podemos esperar a mesma intransigência para nossas futuras mobilizações quando lutarmos por mais contratação de docentes e funcionários e pela revogação das 17 expulsões da UNESP.

Aliança dos estudantes com os trabalhadores

Nesta conjuntura devemos entender a importância da luta dos professores do estado para o cenário nacional, como a principal luta que pode reverter décadas de precarização da educação. Com a vitória dos professores poderemos reverter toda a correlação de forças do governador e com isso dar um duro e único golpe nas suas politicas de precarização da educação. O governador perdendo hoje, não terá o mesmo poder para manter suas perseguições com os estudantes da UNESP e do SINTUSP.

Neste momento os estudantes universitários e secundaristas devem entender que a luta dos professores é sua luta. Mais do que nunca devemos estar juntos em defesa da educação e dos lutares da UNESP e do SINTUSP.




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