Gênero e sexualidade

25N - Dia internacional de combate à violência contra as mulheres

“Um plano de emergência para combater a violência às mulheres junto com a nossa mobilização", diz Maíra Machado

Neste dia 25, dia internacional de combate à violência contra as mulheres, o grupo de mulheres Pão e Rosas e os ex-candidatos do MRT pelo PSOL apresentaram um plano de emergência contra a violência às mulheres. A professora Maíra Machado contou ao Esquerda Diário com foi a elaboração e quais os principais tópicos.

sábado 25 de novembro| Edição do dia

No dia internacional de combate à violência contra as mulheres, Diana Assunção, Maíra Machado, Carolina Cacau, Flavia Valle, ex-candidatas a vereadoras do MRT pelo PSOL e militantes do grupo de mulheres Pão e Rosas e Danilo Magrão, professor e ex-candidato a vereador do MRT pelo PSOL apresentam um Plano Nacional de Emergência contra a violência às mulheres.

A professora Maíra Machado, que foi candidata à vereadora do MRT pelo PSOL em Santo André disse “Achamos fundamental expressar da forma mais ampla possível, a brutal realidade de violência das mulheres no país, que tem no feminicídio o elo final de uma cadeia longa de vários tipos de violência, que são reproduzidas e legitimadas pelo Estado e suas instituições”.

A inspiração para o plano brasileiro veio da Argentina e de alguns parlamentares do país: “Nicolás del Caño e Myriam Bregman, parlamentares da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, pelo PTS (organização irmã do MRT na Argentina) apresentaram um plano nacional que busca dar uma resposta imediata para as mulheres poderem sair da situação de violência e vulnerabilidade em que se encontram e baseados nesse plano, fizemos um plano de emergência para o Brasil, para que esse se torne um tema cada vez mais nacional e debatido, que achamos que deveria ser defendido por todas as figuras e parlamentares da esquerda, em especial do PSOL, pois achamos que seria um grande passo se os parlamentares deste partido levassem adiante essa política”.

Maíra destaca a importância da organização e mobilização das mulheres junto com a implementação do plano: “Ter direito às casas abrigos e plano de moradia, licenças do trabalho e das instituições escolares, assistência financeira e acompanhamento de equipes especializadas é fundamental para desde já abaixar os altos índices de violência. A luta pela legalização do aborto, educação sexual nas escolas, efetivação dos terceirizados sem concurso ou processo seletivo, igualdade salarial são lutas que nos fortalecem para batalhar contra opressão às mulheres e por isso, têm muita importância no nosso plano. Mas sabemos que para acabar com a opressão, é necessário destruir esse sistema, que só reserva mortes e miséria para as mulheres. Continuar nossa batalha cotidiana em cada local de trabalho e de estudo, sendo parte ativa e linha de frente da luta dos trabalhadores contra cada ataque específico às mulheres, mas também àqueles destinados a toda classe é fundamental para construir de fato uma outra realidade para vida das mulheres.”

Veja vídeo da professora Maíra sobre o tema:




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