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USP: Hospital Universitário resiste em afastar trabalhadores com suspeita de coronavírus

Recebemos uma denúncia de funcionários do hospital universitário da USP a respeito da falta de testes para o covid-19 e funcionários com suspeita de contaminação sendo orientados a voltar ao trabalho.

terça-feira 7 de abril| Edição do dia

A funcionária em questão apresentava sintomas condizentes com a covid-19 e em consulta médica houve resistência em recolher amostra para testagem, pois não havia testes suficientes para os pacientes que apresentavam sintomas de contaminação. Depois de conseguir ser testada a funcionária foi orientada a voltar ao trabalho até que saísse o resultado, mesmo tendo insistido que o correto seria ser afastada imediatamente do trabalho. Só com muita insistência a trabalhadora foi afastada até que se tivesse o resultado do exame. Tal orientação é absurda pois pode levar à contaminação dezenas de colegas de trabalho e pacientes do hospital. Trata-se de um vírus com taxas altas de contaminação. Mais absurdo ainda é a ausência de testes para os funcionários, mesmo para aqueles que apresentam algum sintoma. Testar somente os quadros graves e não afastar os funcionários com suspeita de covid-19 leva a um aumento da circulação do vírus, e consequentemente maior contaminação.

Desde o início da crise do coronavírus a situação dos profissionais da saúde é ultrajante. Falta de EPIs básicos como álcool gel, máscara e roupas privativas. Além disso, a ausência de testes para todos os funcionários e a população em geral é um obstáculo na garantia da efetividade da quarentena e na proteção dos milhares de trabalhadores do hospital. Sem saber quem está ou não contaminado, a proliferação de casos só vai aumentar.

No caso dos profissionais da saúde a política de não haver testes massivos levada pelos governos e pelos dirigentes da saúde é ainda mais dramática. Como trabalham em um ambiente onde circulam diversas doenças estão muito mais sujeitos à contaminação. É urgente garantir a testagem massiva da população, a começar pelos trabalhadores da saúde e dos serviços essenciais que se mantém trabalhando, além da garantia de EPIs como álcool gel, máscaras e roupas privativas. Também é urgente contratações emergenciais, que a USP, no caso do HU, se recusa a fazer e a liberação de todos os trabalhadores do grupo de risco para preservar a vida desses trabalhadores que estão na linha de frente ao combate da pandemia.

O Esquerda Diário tem acompanhado as denúncias referentes a situação do Hospital Universitário e da saúde em meio a pandemia. Mande suas denúncias para o Esquerda Diário pelo email [email protected] ou mande mensagem de texto, áudio, vídeo pelo whatsapp 11 97750-9596.




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