Mundo Operário

TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA

UGT faz discurso contra, mas aprova terceirização

A terceira maior central sindical do país, tem dado declarações públicas se posicionando contra a terceirização, mas vota a favor dela.

sexta-feira 24 de março de 2017| Edição do dia

Na foto: Gilberto Kassab, Ricardo Patah e Guilherme Afif

A União Geral dos Trabalhadores lançou uma nota na qual afirma que com a terceirização os patrões poderão contratar seus funcionários sem garantias mínimas como: férias, décimo-terceiro, licença-maternidade, abono salarial e outros direitos trabalhistas. Ampliando também o trabalho temporário de 3 para 9 meses. Contra essas medidas, recomendam de modo abstrato aos trabalhadores que ocupem as ruas.

Por qual razão a nota afirma ser necessário ocupar as ruas, se nos locais de trabalho não é distribuído um único panfleto e se os sindicatos filiados não organizam uma única assembleia para organizar a Greve Geral? A resposta está na sua direção.

Ricardo Patah, presidente da UGT

Em entrevista recente, Ricardo Patah, presidente da UGT disse “Nós usamos os partidos cujos dirigentes são filiados para que eles possam, no poder legislativo ou executivo, trabalhar a favor da classe trabalhadora”. Patah é dirigente e quase foi candidato a prefeito pelo PSD de Kassab que, como se sabe, votou a favor do projeto. Só não se candidatou à prefeitura de São Paulo, em 2016, para apoiar a candidatura da golpista Marta Suplicy (PMDB).

Dos 31 deputados do PSD, apenas 7 não votaram a favor da terceirização. Nele, junto com Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP), se organiza Guilherme Afif Domingos, dirigente histórico da entidade patronal Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Sobre sua ação organizada no mesmo partido, afirma "Ninguém está num lugar sem interesse", pois para ele é vantajoso estar no mesmo partido em que algumas das maiores lideranças empresariais.

Para superar a burocracia sindical

Paralisar não é mera decisão individual e os trabalhadores precários, especialmente se terceirizados, os mais prejudicados pelas medidas de Temer, são os com menos condições de resistir.

Como viemos afirmando, é preciso organizar pela base a resistência aos ataques.

Somente a força organizada dos trabalhadores, poderá impor às centrais sindicais que organizem uma Greve Geral capaz de derrotar todos os ataques dos golpistas. Dias de mobilização pontuais ou um chamado "abstrato" a greve geral, ou seja, sem se ver uma assembleia nos locais de trabalho e estudo, é parte da lógica da CUT e CTB de frear o real potencial da luta dos trabalhadores, demonstrado no último dia 15. Devemos tirar das mãos dessa burocracia a luta contra esses ataques, através da autoorganização dos trabalhadores!




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