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UFSCar corta mais de 1300 bolsas de permanência estudantil

segunda-feira 5 de agosto| Edição do dia

A UFSCar entrou no clima dos ataques de Weintraub e Bolsonaro, cortando cerca de 1300 bolsas de assistência estudantil. A administração da universidade, que é da reitora Wanda Hoffman, exigiu documentação de 1400 estudantes bolsistas para fazer uma nova "avaliação" da situação de cada um. O resultado foi que apenas um número ínfimo, cerca de 100 estudantes, tiveram as suas bolsas aprovadas.

Os ataques na UFSCar já não são de agora, pois a universidade terceirizou o serviço de análise sócio-econômica - como se na UFSCar não houvessem dezenas de professores pesquisando, produzindo conhecimento e dando aulas justamente sobre este tema. É que com os cortes de Bolsonaro, grande parte das reitorias vem cortando verbas da assistência estudantil para manter os privilégios da burocracia acadêmica. Não vêem que com isso, servem ao plano de Bolsonaro que é, simplesmente, acabar com a educação pública, começando pelo que é mais importante, que são os estudantes.

Esta negativa das bolsas de permanência para cerca de 1300 estudantes significa a negativa para estes mesmos estudantes da continuidade em seus cursos, da possibilidade de se manter e se formar na universidade. Indo de encontro às ideias de Weintraub, que quer transformar a universidade em um imenso balcão de negócios.

Veja abaixo a nota do DCE da UFSCar e da comissão de moradia estudantil:

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Enquanto isso, a UNE segue sua morosidade, convocando as manifestações do dia 13/08 como uma ação "pelas alturas" sem contruir na base, lado à lado com os estudantes. Isto porque atuaram durante o último período para dividir as lutas pela educação com a luta contra a reforma da previdência. Este preço a juventude não pode pagar.

Nesse sentido nós da Juventude Faísca e do Esquerda Diário viemos fazendo um chamado a todas as forças da oposição de esquerda para que sejam construídas plenárias unificadas dos setores da oposição que possam articular uma força capaz de se contrapor a politica dessas burocracias, exigindo um plano de lutas que aponte para a vitória.

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