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UERJ: Reitor suspende bolsas dos estudantes e salários dos terceirizados

quarta-feira 18 de novembro de 2015| Edição do dia

Em nota divulgada ontem (17/11), o reitor da UERJ, Ricardo Vieralves, oficializou o que, na verdade, já vem acontecendo há mais de um ano na Universidade. Pelo Esquerda Diário, denunciamos há algum tempo o atraso salarial dos terceirizados, a indefinição de datas para o pagamento das bolsas estudantes, dentre outros problemas na UERJ, que que motivaram vários atos ao longo do ano.

Como se a situação já escandalosa que a universidade passa não fosse suficiente, o reitor publica uma nota que não fala apenas em atrasos, como na suspensão do pagamento das bolsas e dos salários, sem qualquer previsão para a regularização das pendências.

A reitoria, de forma demagógica, alega estar trabalhando para resolver isso, mas não fez nenhuma luta para que as universidades públicas estaduais recebam o repasse dos 6% da receita tributária líquida do Estado. Pelo contrário, blinda o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o mesmo que vetou a emenda parlamentar que garantia a aplicação dessas verbas nas universidades.

Além disso, Vieralves não abre os livros de contabilidade para sabermos a real situação financeira da Universidade. O DCE, que deveria ser o representante dos estudantes, durante todo o ano (de mobilizaçoes e atos) esteve ausente de todo o processo, participando apenas para votar contra a greve, não tendo convocado sequer uma assembleia dos estudantes.

O DCE não irá lutar contra seus parceiros, o atual reitor e sua continuidade, Ruy Garcia Marques, eleito recentemente, candidato para quem o DCE fez campanha. Tampouco irá lutar contra o PMDB, aliado fundamental dos partidos que compõe a atual gestão do Diretório (PT e PC do B), e que governa ao lado de Dilma, Pezão e Paes. Os membros do DCE estão chamando um ato para o dia 02, mas não há nenhuma intenção de organizar e armar os estudantes para lutar contra a suspensão e os cortes de verba.

As perspectivas são ainda piores, pois o Governo Estadual já anunciou a intenção de cortar 46% das verbas destinadas às universidades estaduais em 2016. Desse modo, precisamos retomar o espírito que tomou conta da UERJ: seguindo os passos das terceirizadas que marcaram o ano com sua greve, espalhando lixo pela Universidade, o espírito de luta de centenas de estudantes que pararam a São Francisco num ato histórico de apoio aos trabalhadores. Retomar a força das assembleias, que com mais de 800 pessoas discutiam a necessidade da greve. Agora é o momento, dos professores, da Asduerj, de todos os Centos Acadêmicos, do Movimento Transformar, discutirem o que fazer frente a essa suspensão dos pagamentos para que estejamos ainda melhor preparados para os cortes que estão por vir. Temos que convocar uma assembléia geral com urgência para debater os rumos da Universidade e para garantir que as bolsas e salários sejam pagos imediatamente. Nenhuma aula, avaliação, deve ser realizada enquanto não pagarem os salários e as bolsas suspensas. Que abram o livro de contas da Universidade para que todos tomem conhecimento da real situação financeira da Universidade.




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