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Trump tem dia desastroso em entrevista na Abc News e defende “mentalidade de rebanho” contra a COVID-19

Na noite de terça-feira, 15, Donald Trump participou de um programa de perguntas e respostas com eleitores na ABC News. Pressionado frente à crise na saúde e na economia, com baixa popularidade e abalado pelos protestos antirracistas, seu desempenho foi um desastre. Trump chegou a dizer que a "mentalidade de rebanho" derrotaria o coronavírus – confundindo o termo com "imunidade de rebanho".

quinta-feira 17 de setembro| Edição do dia

Foto: Reuters.

Em um momento tenso ele chegou a interromper a pergunta de um eleitor – erro considerado grave neste formato de programa. "Por favor, pare e me deixe terminar minha pergunta, senhor", afirmou a professora da Filadélfia, explicando que tinha um problema grave de saúde. Trump desviou o olhar, engoliu seco e não a interrompeu mais.

Em vários momentos o presidente parecia confuso, desconfortável e falando de maneira desconexa, mas ao mesmo tempo, afirmando a sua política negacionista frente à pandemia.

Pressionado por um eleitor sobre o assunto, Trump disse que a "mentalidade de rebanho" derrotaria o coronavírus - confundindo o termo com "imunidade de rebanho". "O vírus vai embora sem a vacina, George", disse Trump ao apresentador. "Claro que ao longo de um período de tempo. A gente vai desenvolver uma mentalidade de rebanho (“herd mentality” no lugar de “herd immunity”).

Trump segue atrás nas pesquisas eleitorais para a presidência dos EUA, que ocorrerá em novembro. Sua política negacionista, responsável por mais de 6 milhões de infectados pelo novo coronavírus no país, e os fortes protestos antirracistas que irromperam após o assassinato de George Floyd pela polícia norte-americana em maio, são os principais fatores que influenciam para a sua impopularidade.

Trump não nega seu racismo e seu descaso com a população. No dia 1º de setembro no Estado de Wisconsin, ele chegou a dizer que não acha que “há racismo sistêmico no país” e que "esses não são atos pacíficos, são atos de terrorismo doméstico", se referindo ao movimento Black Lives Matter.

Ele aposta justamente na mobilização de sua base reacionária para tentar reverter sua situação para as eleições. No entanto, o que vem se expressando nas ruas é um enorme descontentamento e força que já se mostrou capaz de impedir que figuras como Trump mantenham sua hegemonia.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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