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Trump assinou o pacote trilhonário para salvar grandes empresas

O presidente aprovou nesta sexta-feira o pacote de estímulo de 2 trilhões de dólares, que é principalmente para melhorar a lucratividade das empresas. O presidente ordenou que a General Motors fabricasse respiradores.

sábado 28 de março| Edição do dia

O presidente Donald Trump assinou um histórico pacote de estímulo de US$ 2 trilhões na sexta-feira, grande parte do qual será destinado a melhorar a lucratividade de grandes empresas diante da crise. Representa mais que o dobro do que o ex-presidente Obama realizou para salvar bancos durante a crise de 2008.

O projeto foi aprovado no início desta sexta-feira quase por unanimidade pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

Tradução: Acabei de assinar a Lei CARES, o maior pacote de ajuda econômica da história americana - duas vezes maior do que qualquer lei de assistência já aprovada. No valor de 2,2 trilhões de dólares, esse projeto fornecerá alívio urgentemente necessário para as famílias, trabalhadores e empresas de nossa nação.

Trump, assinando a iniciativa na Casa Branca, acompanhado apenas por legisladores republicanos, sustentou que "isso fornecerá ajuda urgentemente necessária".

Nos Estados Unidos, milhões de trabalhadores foram demitidos, outros viram suas horas de trabalho reduzidas ou ficaram sem sua fonte de trabalho por conta própria. Nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que cerca de 3,3 milhões de pessoas solicitaram subsídios de desemprego durante a semana que terminou em 21 de março. É um número recorde superior ao registrado durante a crise de março de 2009. Embora o plano inclua pagamentos únicos em dinheiro de US$ 1.200 por adulto e US$ 500 por criança e aumentos temporários nos fundos de desemprego, são somas insuficiente para compensar os meses de perda de renda que os trabalhadores sofrerão.

Enquanto isso, o plano inclui US$ 58 bilhões para companhias aéreas, US$ 17 bilhões para empresas de defesa e milhões para hotéis, empresas de turismo e de cruzeiros. As companhias aéreas receberão US$ 25 bilhões em subsídios condicionais; US$ 25 bilhões a mais em empréstimos. As mesmas empresas que se beneficiaram do corte de impostos de Trump em 2017.

A prioridade de Trump diante da crise não são os trabalhadores que estão perdendo com a crise, mas proteger as grandes corporações.

General Motors passará fabricar respiradores

Também na sexta-feira, o presidente dos EUA ordenou que a multinacional General Motors (GM) fizesse respiradores para ajudar pacientes com Covid-19. Nesta medida, Trump apelou para a lei de produção de defesa, uma norma que vem da década de 1950 da Guerra da Coréia.

O presidente anunciou através de comunicado nesta tarde de sexta-feira, depois de acusar a empresa no Twitter de não fazer o suficiente para cooperar na produção de material médico.

Tradução: Como de costume com "esta" General Motors, as coisas nunca parecem dar certo. Eles disseram que nos dariam 40.000 ventiladores muito necessários, "muito rapidamente". Agora eles estão dizendo que serão apenas 6.000 no final de abril e querem um dólar alto. Sempre um problema com Mary B.1 [CEO da GM, NdT]. Invoque "P".

A declaração diz que "nossas negociações com a GM sobre sua capacidade de fornecer respiradores foram produtivas, mas nossa luta contra o vírus é urgente demais para permitir que a troca e devolução do processo de contratação continue em seu curso normal. A GM estava perdendo tempo."

A falta de respiradores, necessária para tratar as mais graves condições pulmonares causadas pela pandemia, desencadeou a tensão entre o presidente e os governadores dos estados mais afetados pela crise da saúde. Trump se recusou a usar a lei de produção de defesa, mas teve que recalcular devido à gravidade da pandemia que no país concentra o maior número de pacientes no mundo.

A General Motors já havia avançado com a reconversão de sua produção em conjunto com a Ventec, uma empresa de fabricação de respiradores de Seattle. A empresa de veículos planeja modernizar uma fábrica da GM em Indiana para aumentar a operação da Ventec.




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