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Trump aceita convite de Kim Jong-Un para se reunir em março

Encontro é mais um passo na nova política externa da Coreia do Norte, que desde o início do ano vem promovendo uma distensão em sua conflituosa relação com o exterior.

sexta-feira 9 de março| Edição do dia

O conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong anunciou na quinta, 8, que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un convidou Donald Trump para uma reunião e o mandatário norte-americano aceitou. A informação foi confirmada pela Casa Branca, que afirmou em comunicado que “O presidente Trump aceitará o convite para se encontrar com Kim Jong-Un em lugar e momentos a serem determinados”.

Como de costume, Trump se pronunciou através do Twitter onde afirmou que “um ótimo progresso está sendo feito, mas as sanções continuarão até que um acordo seja concluído. O encontro está sendo planejado!”. O secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson, que até ontem afirmava ser improvável tal encontro, manteve o tom duro de Trump e disse que o encontro servirá apenas para os dois conversarem e que não haverá negociações envolvidas.

Do lado da Coreia do Norte, o secretário sul-coreano, que leu uma carta em frente a Casa Branca, já havia adiantando que o regime norte-coreano está comprometido com a desnuclearização e disposto a suspender os testes nucleares e de mísseis e que Kim Jong-un disse entender que os exercícios militares que EUA e Coreia do Sul realizam rotineiramente precisam continuar.

Kim Jong-un e o regime deformado de Pyongtang dão seguimento a estratégia de distensão iniciada no começo do ano. Através de negociações com a Coreia do Sul acerca das olimpíadas de inverno de Pyeongchang, onde as equipes dos dois países desfilaram juntas na cerimônia de abertura, a Coreia do Norte buscou reduzir a tensão com o vizinho e obter uma apoximação

Essa política representa uma clara mudança em relação aos últimos anos, quando trocou insultos e ameaças com Donald Trump e investiu boa parte do combalido orçamento norte-coreano no desenvolvimento de ogivas nucleares e mísseis balísticos continentais, gerando o temor de um conflito armado no extremo oriente.

Analistas apontam que, apesar de parecer inesperada, tal mudança é coerente com o histórico da política externa norte-coreana, que já utilizou das bravatas e da ameça de guerra anteriormente para conseguir uma posição melhor para negociar com os EUA e as potências ocidentais. Também apontam a pressão da China, principal parceiro comercial e único aliado político de Pyongyang, como um fator determinante nessa aproximação, uma vez que o gigante asiático intensificou seus pedidos por uma negociação direta nas últimas semanas.




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