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Trem descarrila na Zona Leste e interrompe operação em trecho da linha 12 da CPTM

Descarrilamento é o 3º do mês. Trens velhos, ausência de manutenção, superlotação, problemas intensificados pela corrupção durante o governo tucano, são alguns dos absurdos que prejudicam milhares de habitantes que dependem do transporte público.

quinta-feira 23 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Na madrugada desta quinta-feira (23) um trem descarrilou perto da estação Itaim Paulista, sentido Brás, quando a composição seguia para a garagem. A estação Itaim Paulista faz parte da linha 12 – Safira da CPTM, que liga o Brás a Calmon Viana.

Desde as 1h30, momento em que ocorreu o descarrilamento do trem próximo da estação Itaim Paulista, a operação entre as estações Itaim Paulista a Calmon Viana foi interrompida. Não há previsão para a normalização do sistema.

Segundo a EMTU, foi improvisada a disponibilização de 80 ônibus para transportar os passageiros entre os trechos interditados, sendo 60 entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana e, 20 da Calmon Viana a Engenheiro Manoel Feio.

Este é o 3º descarrilamento que ocorre este mês, evidenciando as péssimas condições do transporte público em São Paulo, principalmente das ferrovias, controlada pelo PSDB há 20 anos. Os baixos investimentos e a ausência de manutenção não atende às necessidades da população da Grande São Paulo, que sofre, dentre todos os problemas, com a superlotação do transporte público e com a corrupção.

O primeiro descarrilamento ocorreu no dia 7 de fevereiro na Linha Vermelha do Metrô. O segundo caso foi na terça-feira (21), na Linha 5-Lilás, a menor do sistema, na Zona Sul.

No Metrô a linha que apresenta a maior lotação é a 3-Vermelho, com 7,4 passageiros/m², em média, nos horários de pico. Na CPTM a linha com maior lotação é 11-Coral, com média de 8,1 passageiros/m² no pico da tarde. Segundo declarou Jaime Waisman, doutor em Engenharia de Transportes pela USP a Uol, "Seis passageiros por metro quadrado é o padrão internacional para lotação máxima em vagões de metro nas horas-pico. O critério foi adotado considerando a projeção vertical (de topo) de um ser humano e visa garantir um espaço confortável entre os passageiros. A norma técnica brasileira para fabricação de veículos de características urbanas para transporte de passageiros especifica 6 passageiros/m²".

A corrupção na CPTM e Metrô, controlados há 20 anos pela gestão de Geraldo Alckmin, prejudica milhões de passageiros que dependem no transporte público para seu deslocamento diário.

No início do mês, o procurador da República em São Paulo Rodrigo De Grandis denunciou, os ex-diretores da CPTM Ademir Venâncio de Araújo e João Roberto Zaniboni, seis executivos de multinacionais e um lobista por lavagem de dinheiro de propina e ao menos R$ 26,3 milhões referente ao contrato de fornecimento de sistema de transporte sobre trilhos da Linha 5 do Metrô de São Paulo, em 2000 a 2008. A linha 5 é uma das 3 afeitada pelo descarrilamento este mês.

“Em primeiro lugar, os recursos de investimentos que o governo coloca e o que a gente arrecada das tarifas estão sendo feitos. Podem ser acompanhados tanto da CPTM quanto do Metrô. Não há falta de recurso”, disse Clodoaldo Pelissioni, secretário de Transportes Metropolitanos. A declaração demagógica do secretário, ao evitar comentar sobre os casos de corrupção envolvendo o governo tucano, apenas contribui para confirmar o baixo investimento por parte do governo estadual nos transportes ferroviários, além de evidenciar o menosprezo por parte do governo em relação aos problemas que afetam todos aqueles que dependem dos serviços públicos para sobreviver.




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