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Trabalhar doente ou ser demitido: Governo Leite avança na demissão de professores por motivo de doença

Eduardo Leite (PSDB) não é apenas um rosto jovem na política, é a continuidade do perverso governo Sartori (MDB). Há 42 meses nós, professores gaúchos, recebemos os salários atrasados e, como se não bastasse, agora o governo quer que a gente morra trabalhando, literalmente.

sexta-feira 31 de maio| Edição do dia

* Por Diego Nunes, professor estadual

O professor (a) contratado (a) que ficar mais de 15 dias de laudo será sumariamente demitido, pouco importa sua enfermidade, se está com câncer ou depressão devido as péssimas condições das escolas e sobrecarga de trabalho, ou se está em gestação de alto risco. Para o governador Eduardo Leite somos apenas números. A morte de um professor é apenas um número a menos nas telas dos computadores da SEDUC.

Além da reforma da previdência (que se aprovada) nos fará trabalhar até morrer, esse tipo de demissão por estar doente significa que querem que morramos trabalhando. No site do CPERS, sindicato dos trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul, somam-se relatos dramáticos de educadores que foram demitidos por estarem em licença saúde. Em um dos relatos uma professora com câncer de mama será obrigada a trabalhar durante o tratamento para não perder os poucos horários que o Estado ainda não lhe tirou. Segundo a educadora, que leciona em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, o seu maior medo era perder o IPE (plano de saúde dos servidores estaduais). Ela relata em entrevista ao sindicato: "Lembro que o meu maior pânico foi a possibilidade de perder o IPE e não ter como arcar com os altos custos do tratamento".

Essa política absurdamente desumana de Eduardo Leite está totalmente alinhada com a política nacional de Bolsonaro quando este ataca os direitos de segurança do trabalho por exemplo, ou com a reforma da previdência e a precarização da educação para que sejamos nós, trabalhadores brasileiros, um seleiro de mão de obra barata para as multinacionais estrangeiras que virão também explorar nossos recursos naturais.

Por isso só há uma saída, uma só luta: somente os trabalhadores, educadores e estudantes unidos podem barrar o conjunto dos ataques do governo, tanto em nível nacional como estadual fazendo com que os capitalistas e os credores da fraudulenta dívida pública, paguem pela crise. Mas, para isso é preciso exigir que as centrais sindicais rompam imediatamente suas negociações com o ultraliberal Rodrigo Maia (DEM), que barganha com Bolsonaro e o STF para acelerar a aprovação da reforma da previdência.

Na prática a maior parte dos sindicatos trata suas pautas como pautas particulares de uma categoria. O CPERS por exemplo, assim como a grande maioria dos sindicatos de trabalhadores do país, não chamou assembleia para sair as ruas dia 30 junto com a juventude. Unificar não é apoiar de longe, sem colocar força material humana nas ruas. A luta pelos contratados no estado do RS só pode triunfar se for pauta de uma grande luta de toda a classe trabalhadora e estudantil contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência fazendo com que os ricos pagarem pela crise que criaram.




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