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Trabalhadores vão a Alesp pedir mais verbas para as universidades em votação da LDO

quinta-feira 2 de julho de 2015| Edição do dia

Dia 30 de junho foi mais um dia de paralisação e luta para os trabalhadores das universidades públicas estaduais de São Paulo. Neste dia ocorreu a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano de 2016. Conforme noticiado no site, a luta pela ampliação de verbas para as universidades está relacionada também à defesa de mais contratações, a manutenção dos Hospitais e Centros de Saúde Escolas, ao reajuste dos benefícios alimentares, e a retirada dos processos aos sindicatos e seus ativistas.

Na Alesp, os trabalhadores ouviram discursos feitos no plenário pelos deputados. Alguns discursos de apoio, como o do Deputado Carlos Gianazzi (PSOL), aliado dos trabalhadores da USP por mais verbas, foram aplaudidos. Outros ignoravam o pleito. Um dos discursos chamou a atenção dos presentes e recebeu vaias por parte dos trabalhadores. Em defesa da redução da maioridade penal o deputado Rafael Silva usou do pedantismo, reivindicando seus cursos de graduação e pós e, para indignação geral, insinuou que somente aqueles que leram Kant ( Filósofo do século XVIII)e a Crítica da Razão Pura, ou pelo menos Descartes (outro filósofo, este do século XVII). Essa fala mostrou mais uma vez que a luta pela universidade pública, bem como pela educação, saúde e todos os direitos dos trabalhadores se faz pelos próprios trabalhadores através da luta.

A votação acabou por aprovar a proposta do governo, ou seja, mantém o índice atual de repasse de verbas para as universidades, de 9,57% do ICM descontados a cota da habitação me da nota fiscal paulista. Além da luta histórica pelos 11,6%, várias propostas de aumento do repasse calculado a partir do produto bruto, ou seja, sem os descontos da habitação e nota fiscal paulista, foram rechaçadas pela bancada governista.

A luta nas universidades continua. Não podemos deixar que a votação da LDO seja usada pelos reitores para negar os legítimos direitos dos trabalhados ao reajuste dos vales (VA e VR), ao respeito da data base. Tampouco permitir o desmonte da universidade e a perseguição aos estudantes e trabalhadores que lutam em sua defesa.




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