Política

31M CAMPINA GRANDE (PB)

Trabalhadores e juventude em luta contra as reformas do golpista Temer

Em Campina Grande (Paraíba) este 31M se realizaram algumas atividades simultâneas de diferentes categorias em luta para convergir pela tarde num ato no centro de cidade.

domingo 2 de abril de 2017| Edição do dia

Desde Esquerda Diário, impulsionada pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) participamos de uma das atividades apoiadas pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) e do ato central.

No início da tarde o Grupo Trabalho, Desenvolvimento e Políticas Públicas (TDEPP) organizou um seminário sobre: “A desregulamentação do mercado de trabalho italiano e a crise econômica europeia: um capitalismo em crise ou um novo modelo de acumulação?”, ministrada pelo professor David de Bubbico da Universidade de Salerno -Itália e depois o professor de sociologia Roberto Veras da Universidade Federal de Paraíba (UFPB) realizou uma análise sobre conjuntura política e o golpe contra os direitos dos trabalhadores.

Participamos desde Esquerda Diário por ser uma das atividades de mobilização impulsionadas pela ADUFCG, além de distribuir um material impresso baseado nesta matéria de Esquerda Diário conseguimos realizar um claro contraponto as visões cutistas e petistas dominantes no seminário centralmente ao balanço político sobre os governos petistas, o golpe institucional, sua responsabilidade na ascensão da direita e apresentando a necessidade de uma resposta estratégica que permita sair da defensiva tendo em consideração possíveis pontos de apoio nas próprias lutas em curso coordenando e organizando já de forma urgente a greve geral que as centrais sindicais adiaram dando um mês de trégua a Temer, o Parlamento e o Judiciário para que descarreguem sua agenda antioperária de conjunto contra os trabalhadores e a juventude.

Depois, seguindo as manifestações nacionais que ocorreram em várias cidades do país, Campina Grande na Paraíba também se mostrou em ato de resistência e luta para dizer não aos ataques do governo aos trabalhadores. Cerca de 500 pessoas compareceram ao ato que ocorreu no calçadão, centro da cidade, praça muito conhecida por ter uma circulação grande de pessoas e de trabalhadores do comércio, que demonstravam apoio a manifestação.

Assim como no 15M o ato contou com a presença das centrais sindicais, movimentos sociais, partidos de esquerda e juventudes, o ato não seguiu em caminhada pelas ruas da cidade mas se concentrou no calçadão sendo marcado por falas de intervenção de representantes diversos de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, panfletagem, jograis e também por apresentação cultural de uma banda de maracatu da cidade, que ocorreu após o primeiro bloco das falas.

As intervenções contaram com a presença das categorias que mobilizaram, ao ser um dia de lutas, mas não de paralisação em termos quantitativos a paralisação foi menor assim como a presença de manifestantes. Entre outras entidades se fizeram presentes ao ato o Sindicato dos Correios, o Sindicado dos Comerciários, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência da Paraíba (SINDSPREV-PB), Sindicato dos Bancários (SEEB-PB) Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Bancários Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Além de partidos como PT, PSOL, PCdoB e MRT.

Desde o Esquerda Diário participamos de forma unitária contra a reforma da previdência e demais ataques do governo golpista de Temer, mas com independência política, com a distribuição do mencionado panfleto com nossa declaração política.

Entre os oradores que fez intervenção durante o ato no calçadão esteve o professor de Ciência Política da UFCG Gonzalo Rojas, que fez uma fala em nome de Esquerda Diário impulsionado pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) repudiando a trégua das centrais sindicais que marcaram uma greve geral para o dia 28 de abril, tempo suficiente para que Temer avance em seus ataques aos trabalhadores, fato este comprovado pela sanção de Temer ao PL4302, mesmo com as manifestações, o que comprova que o plano de lutas deve ser imediato, com paralisação nacional onde todas as atividades estejam paralisadas.

Por fim, Gonzalo Rojas fechou sua intervenção exigindo que as direções das centrais sindicais organizem uma paralisação nacional imediata, onde paralise tudo para que os trabalhadores tomem a luta em suas mãos. Que se organize comitês massivos em cada local de trabalho e estudo para debater um plano de luta concreto para tornar real uma greve geral construídas a partir de assembleias de base e escolha de delegados para que a classe trabalhadora não fique refém dos interesses das direções das centrais sindicais que pretendem ou mudar as leis por dentro como a Força Sindical ou UGT ou subordinar toda a luta a Lula 2018 como a CUT e CTB.

Os trabalhadores não podemos aceitar essa trégua !!!

Greve geral para que os capitalistas paguem pela crise!!!




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