Mundo Operário

Greve dos Correios

Trabalhadores dos Correios em greve fazem ato na Esplanada

Ontem, 17, os trabalhadores do Correios em greve fizeram um ato em frente ao Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Toda solidariedade à categoria!

sexta-feira 18 de setembro| Edição do dia

Ontem, 17, os trabalhadores do Correios fizeram atos e manifestações nacionalmente. A greve que já completa um mês segue forte em suas reivindicações. Em Brasília, os trabalhadores se organizaram em frente ao Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios.

Saiba mais sobre a greve dos Correios no DF e Entorno aqui, aqui e aqui.

A greve que está em curso desde o mês passado, vai contra a privatização da estatal, parte do projeto neoliberal de Bolsonaro e Guedes, que implicaria na retirada de mais de 70 cláusulas no acordo coletivo, atacando direitos dos trabalhadores.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, em uma live na quarta, afirmou que já existem cinco empresas interessadas em comprar os Correios, entre elas Magazine Luiza, as multinacionais Amazon, DHL e Fedex. Não podemos esquecer que essas empresas, em especial a Amazon, foram escandalizadas na pandemia por seus funcionários que trabalhavam em condições de extrema precariedade.

A privatização do Correios é um passo estratégico para Bolsonaro e esse regime golpista, a vitória dele implicaria em uma grande derrota para a classe trabalhadora de conjunto, abrindo portas para a privatização de outras importantes estatais que estão na sua mira, Eletrobrás e Petrobrás, arrancando mais direitos dos trabalhadores e descarregando mais a crise sob suas costas.

Nós do Esquerda Diário, estivemos nos atos do DF prestando toda solidariedade a esse setor tão fundamental e que esteve na linha de frente durante toda a pandemia. Bolsonaro e Guedes aproveitam da crise para assolar ainda mais a vida dos trabalhadores, inclusive do funcionalismo público, como com a reforma administrativa, enquanto os políticos no congresso, os militares e o judiciário permanecem intactos em seus privilégios, entregando nosso país e riquezas para o imperialismo.

Fazemos um chamado a toda a população do Distrito Federal e Entorno para apoiar a greve no ato nacional da categoria que ocorrerá na próxima dia, 21, na Esplanada, momento fundamental para incentivar e fortalecer a luta dos trabalhadores dos Correios contra os verdadeiros privilegiados, como os diretores da empresa e seu presidente militar Floriano Peixoto que ganha mais de R$40 mil por mês.

Estendemos nosso chamado para que a CUT e a CTB que dirigem a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT) e diversos sindicatos filiados a ela, organizem os milhares de trabalhadores de outras categorias, como professores, petroleiros e bancários - todos esses que estão em meio à pesados ataques desse regime podre e decadente -, ações de solidariedade em comum para enfrentar os ataques, bem como Bolsonaro e os militares em sua sanha de entregar a empresa de mão beijada para os capitalistas estrangeiros.

Além disso, o DCE da UnB organizou um ato em repúdio à intervenção na autonomia universitária, no mesmo dia e horário do ato dos Correios, em frente ao Ministério da Educação - mas infelizmente, o ato não contou com um amplo chamado à comunidade acadêmica e, muito menos, foi pensado para se unificar com o ato dos Correios que acontecia a poucas quadras dali, na mesma Esplanada dos Ministérios. Reiteramos, enquanto Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária na UnB, que é fundamental que o DCE organize as e os estudantes para se mobilizarem em solidariedade com a categoria, ainda mais agora diante da atual ameaça de intervenção bolsonarista.

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