Educação

GREVE NA USP

Trabalhadores da USP contra a intransigência das reitorias

Após assembleia de trabalhadores que declara lutar também contra a cultura do estupro, reitores das estaduais apresentam proposta absurda de negociação, ofendem sindicalistas e declaram “as negociações encerradas”

segunda-feira 30 de maio de 2016| Edição do dia

Hoje os trabalhadores da USP começaram o dia de greve com uma reunião para debater a pauta específica e especificamente a tentativa de desvinculação do Hospital Universitário, um ataque contra o ensino, a pesquisa e o uso do hospital pela comunidade do entorno da Universidade, assim como em defesa da manutenção do HRAC e Centro de Saúde na USP. A reunião que começou logo de manhã, firmou a posição de lutar contra o desmonte da universidade, discutiu também um posicionamento desses trabalhadores contra a cultura do estupro que vive em nossa sociedade.

A partir das 12h os trabalhadores se reuniram no Vão do MASP levando suas bandeiras, uma parte deles membros do Movimento Nossa Classe. Foram feitas uma série de falas contra o desmonte da Universidade, contra o arrocho salarial e de maneira bastante contundente, ao lado das mulheres contra a cultura do estupro.

A greve de trabalhadores já dura 18 dias e não há a menor perspectiva de negociação por parte das reitoria das estaduais paulistas (USP, UNESP e UNICAMP) onde a greve já se alastra em diversos cursos e campi. Procurado pela edição do dia, o diretor do Sintusp Bruno Gilga que esteve presente no ato e negociação de hoje declarou que “os reitores reiteraram a proposta absurda de arrocho de reajuste de 3%. O reitor da Unesp de maneira ardilosa ainda disse que não sabe quando esse valor será repassado, apenas quando achar que houverem “condições”. Além da proposta de arrocho ser baixa, a política dos reitores é de ferir a isonomia entre as três estaduais. O reitor da Unesp chegou a ofender pessoalmente aos gritos representantes sindicais presentes e depois os três reitores encerraram a reunião dizendo que não marcariam outra e declararam as negociações encerradas.”

A intransigência do Cruesp mostra a incapacidade das reitorias de responder à luta dos trabalhadores e estudantes contra o desmonte das universidades e os ataques à educação em todas as esferas. Os trabalhadores demostraram hoje que não recuarão e vão combater todas as ameças que as reitorias, sobretudo da USP querem impor. Lutarão também contra as ameaças de corte de ponto e à sua organização sindical, defendendo a sede do Sintusp (ameaçada pela reitoria) com todas as suas forças.

Contra o desmonte das universidades e os ataques de Alckmin e Temer,
Greve Geral da Educação!

Não tem arrego!




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