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Trabalhadores da USP chamam professores e estudantes a organizar uma Assembleia Universitária

terça-feira 17 de setembro| Edição do dia

Além de todo o debate sobre a situação internacional e o papel da classe trabalhadora no Brasil diante dos ataques de Bolsonaro e dos golpistas, o 7º Congresso dos Trabalhadores da USP se posicionou contra os ataques ideológicos e econômicos à educação, os cortes de verbas e de bolsas e a CPI das Universidades. Como parte do plano de lutas, os trabalhadores aprovaram um chamado aos estudantes e professores da USP para organizarmos uma Assembleia Universitária.

Também como parte da política de buscar organizar a comunidade acadêmica na defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e à serviço da maioria da população, o Congresso aprovou chamar a Reitoria a que libere as aulas para os estudantes e os serviços para que os trabalhadores possam participar da Assembleia Universitária sem prejuízo salarial ou no banco de horas.

Essa proposta foi aprovada no Fórum da Faculdade de Educação da USP, com mais de 200 professores, trabalhadores e estudantes. Também foi apresentada e aprovada na Assembleia da Associação de Pós-Graduandos (APG-USP). Nesses dois espaços foi proposto se somar ao chamado de paralisações e manifestações nos dias 02 e 03 de Outubro em defesa da educação, e foi sugerido que essa Assembleia se realizasse em um desses dois dias.

No Conselho de Centros Acadêmicos da USP, com a presença de 26 Centros Acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes, essa proposta foi apresentada e defendida por vários estudantes, e foi remetido o calendário dos dias 02 e 03 - incluindo a construção dessa Assembleia Universitária - para decisão da assembleia estudantil de 24/09.

Reproduzimos abaixo o chamado aos estudantes e professores divulgado pelo SINTUSP do conteúdo aprovado no 7º Congresso de Trabalhadores da USP:

Chamado do 7º Congresso dos Funcionários da USP aos estudantes e professores para organizar uma Assembleia Universitária

Caros estudantes e professores,

Nós trabalhadores da USP dedicamos grande parte de nosso 7º Congresso para debater a situação da Universidade e os ataques que o governo de Bolsonaro e Dória vem desferindo contra a educação e contra a autonomia universitária. Percebemos a luta contra tais ataques como parte da nossa luta em defesa dos nossos empregos e por melhores condições de trabalho dentro da Universidade. Mas vemos também que é nossa tarefa estar ao lado dessa juventude que se levantou contra o governo na luta pela liberdade do ensino e da pesquisa e contra a ingerência do governo dentro das universidades, pela defesa do conhecimento científico e pelo financiamento público da educação, dos cursos de pós-graduação e das bolsas de pesquisa. Defendemos que o conhecimento produzido na Universidade deve ser colocado a serviço de resolver os problemas da maioria do povo. E queremos que nossos filhos, que é parte dessa juventude que sofre com enorme desemprego e trabalhos precários por aplicativos, também possam estudar nas universidades públicas.

Diante de ataques tão profundos dos governos Bolsonaro e Dória, é fundamental estabelecer uma profunda unidade entre trabalhadores, estudantes e professores. Acreditamos que a melhor forma de construir esta unidade é em base a ampla discussão sobre como vamos defender a universidade e qual universidade queremos. Por isso, nosso 7º Congresso faz um chamado aos estudantes e professores para organizar uma Assembleia Universitária que seja esse espaço para debater nossa luta e construir unidade e força para derrotar os ataques do governo, com paralisação das aulas e dos serviços para conquistar grande adesão e participação da comunidade acadêmica. Chamamos os Centros Acadêmicos, DCE e Adusp a organizar com o Sintusp essa iniciativa.

Uma das condições para que esse movimento conquiste força é se ampliar massivamente e nisso a reitoria, desde sua localização institucional, poderia contribuir. Por isso nosso Congresso também aprovou uma resolução de buscar a reitoria para que libere as aulas e dispense trabalhadores e professores, sem desconto dos salários e qualquer outra punição, para fazermos essa Assembleia Universitária. A reitoria vem se posicionando contra os cortes das bolsas, o projeto Future-se e em defesa da autonomia, e vem convocando a comunidade a defender a universidade. Nós entendemos que essa seria uma medida simples, por parte da reitoria, para que estudantes, trabalhadores e professores fortaleçam essa luta. Novos cortes de bolsas foram anunciados e estudantes de pós-graduação das Universidades Federais começam se organizar com medidas como ocupações e um chamado vindo da APG da UFRJ para coordenar a luta nacionalmente unificando com toda a força.

  • - Reafirmamos nossa posição em defesa da autonomia universitária, contra o Future-se e o corte de verbas e pela revogação do Marco Legal da Ciência.
  • - Contra a perseguição ideológica por via da CPI das Universidades e do “Escola sem Partido”
  • - Pela revogação dos Parâmetros de Sustentabilidade da USP
  • - Por abertura de concurso público para repor o quadro de funcionários da Universidade e reabrir os Hospitais Universitários
  • - Todo apoio à luta e ocupações nas Universidades Federais
  • - Por um Termo de Ajuste de Conduta contra o Assedio Moral que adoece funcionários e estudantes”



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