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Trabalhadores da USP aprovam indicativo de paralisação no dia 19

Os trabalhadores da USP aprovaram em sua assembleia, realizada ontem, 8 de fevereiro, o indicativo de paralisação no dia 19 de fevereiro, se incorporando às jornadas de luta chamadas pelas centrais sindicais. Nova assembleia deve acontecer no dia 16 de fevereiro.

sexta-feira 9 de fevereiro| Edição do dia

O governo golpista de Temer tem se esforçado bastante para conseguir terminar seu mandato aprovando todos os tipos de ataques que puder. O golpe institucional que o colocou no poder foi justamente para que aprovasse de forma mais acelerada e contundente os ataques sonhados pelos patrões. A Reforma da previdência, a “mãe de todas as reformas” segundo palavra do próprio golpista, está sendo negociada entre políticos corruptos e governo, num verdadeiro balcão de negócios. Essa reforma, que vai nos fazer trabalhar até morrer, é um ataque frontal a juventude e a classe trabalhadora que já sofre com a precarização.

As centrais sindicais como CUT, CTB fazem corpo mole e ao não convocar uma greve geral já deixam os trabalhadores reféns do calendário do Congresso. Enquanto o governo continua batalhando para ter os votos e aprovar a reforma da previdência centrais como Força Sindical, UGT e Nova Central continuam fazendo reuniões a portas fechadas e pelas costas dos trabalhadores. Vamos nos integrar ao chamado das centrais para o dia 19 e seguir exigindo uma greve geral já. O Esquerda Diário e o movimento Nossa Classe defendem que é preciso também que o combate a esses ataques, com uma greve geral, se combine a luta pelo direito do povo decidir em quem votar e questione as arbitrariedades do judiciário, que permite que 3 juízes que não foram eleitos por ninguém, interfiram nesse direito elementar do povo.

Essas discussões foram levantadas na assembleia de trabalhadores da USP. A discussão política frente aos ataques e as tarefas dos trabalhadores é fundamental para mobilizar a nossa classe. O Sindicato dos Trabalhadores da USP tem buscado realizar reuniões nas unidades para construir um forte dia de luta no dia 19 e mobilizar os trabalhadores para lutar contra os ataques da reitoria e do governo.

Dia 16 de fevereiro os trabalhadores realizarão nova assembleia para organizar a jornada de lutas na USP e as ações para esse dia.




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