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Trabalhadores da Fiat entram em greve contra gasto milionário com CR7 no Juventus

Funcionários da Fiat, uma das patrocinadoras da Juventus, entraram em greve por dois dias devido a contratação milionária do craque Cristiano Ronaldo, que explicita a diferença de tratamento que existe com os trabalhadores da empresa. Enquanto a companhia gasta centenas de milhões de euros com um jogador, os funcionários não conseguem nem chegar ao meio do mês com o salário que ganham.

quarta-feira 11 de julho| Edição do dia

Funcionários da Fiat, uma das patrocinadoras da Juventus, entraram em greve por dois dias devido a contratação milionária do craque Cristiano Ronaldo, que explicita a diferença de tratamento que existe com os trabalhadores da empresa. Enquanto a companhia gasta centenas de milhões de euros com um jogador, os funcionários não conseguem nem chegar ao meio do mês com o salário que ganham.

De acordo com o site italiano “Football-Itália”, parte dos 100 milhões de euros que estão sendo desembolsados para contar com o jogador será financiada pela empresa Exor, que pertence à mesma família do dono da Juventus, que também é dono da Fiat e de outras empresas do ramo automobilístico. Essa contratação de CR7 não é a primeira que contou com os recursos da montadora, o mesmo aconteceu com o argentino Higuaín, junto ao Napoli em 2016, por 94,7 milhões de euros.

Os trabalhadores ficaram revoltados com os gastos milionários feitos pela multinacional. Gerado Giannone, funcionário da empresa há 18 anos, afirmou que “É uma vergonha. Os trabalhadores não recebem aumento há 10 anos. O salário de Cristiano poderia dar 200 euros (R$ 917) de aumento para todos os funcionários da empresa. Já perdemos 10,7% devido a inflação na última década, algo que nunca foi reposto. E a empresa gasta 126 milhões de euros por ano com patrocínios, sendo 26,5 milhões só para a Juventus”.

Os funcionários se revoltam com a diferença que tratam eles, questionando que é completamente injusto que eles que conquistaram pelo seu trabalho a fortuna da empresa por pelo menos três gerações, mas que só receberam uma vida de miséria em troca. Essa insatisfação deles é completa expressão de que os tralhadores, que são quem realmente garantem o lucro, não têm retorno digno do que produzem. Como eles mesmos disseram na nota divulgada pelo sindicato, o objetivo deveria ser uma empresa que coloca os funcionários em primeiro lugar. Para isso acontecer, no entanto, para que todo o trabalho árduo não seja revertido em milhões de euros para uma única pessoa, para patrocínios, enquanto milhares de trabalhadores nem conseguem chegar no meio do mês, é necessário que os trabalhadores estejam à frente do controle da produção.




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