Política

GREVE NA ELETROBRÁS

Trabalhadores da Eletrobrás fazem greve contra a tentativa de privatização de Temer

Trabalhadores da Eletrobrás iniciam greve hoje (11) contra a privatização, pelo dissídio coletivo que venceu em maio e contra o atual presidente da empresa. Temer tem avançado no projeto de privatização de 6 distribuidoras e os trabalhadores querem o fim da entrega da geradoras de energia brasileira.

segunda-feira 11 de junho| Edição do dia

A partir de hoje (11), os trabalhadores da Eletrobras farão uma greve de 72 horas contra a privatização da empresa, parte da política pró-imperialista e entreguista de Temer. Os trabalhadores farão um ato em frente a sede da Eletrobrás, com funcionários de Furnas, Eletronuclear, Cepel e da holding Eletrobrás.

O principal eixo da greve denuncia o entreguismo de Temer: recentemente, foram postas para processo de leilão 6 distribuidoras da Eletrobras. Não só a Eletrobras faz parte do rol de empresas que Temer quer privatizar, mas também a própria Petrobras, que teve mudanças na suas políticas de reajuste de preço dos combustíveis para tornar mais atrativa para o capital estrangeiro.

Além disso, os trabalhadores também levantam-se contra o atual presidente, Wilson Ferreira Jr., preparando materiais para a greve com o a consigna "Fora Pinto". Assim como Pedro Parente, Wilson em março declarou que a "solução" para a Eletrobrás seria a privatização. Para justificar a privatização, Wilson usa dos mesmos argumentos falaciosos de que a empresa está quebrando e que para isso a solução é privatizar, quando na realidade a entrega da estatal nas mãos do capital estrangeiro irá precarizar os postos de trabalho e entregar de mãos beijadas os recursos brasileiros para os imperialistas. A privatização não responde os problemas de conjunto dos trabalhadores e da população, o que só se dará através da estatização completa sob gestão operária e controle popular.


Wilson Ferreira Jr., atual presidente da Eletrobrás

Os trabalhadores também reivindicam o dissídio coletivo de trabalho que venceu em maio. Wilson quer reajustar apenas 70% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor ) e modificar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dando o direito da patronal de atacar benefícios como o plano de saúde.


Material da greve. Fonte: CNU FNU CUT

A CUT, que dirige o sindicato dos trabalhadores da Eletrobrás, busca reeeditar o mesmo "golpe de efeito" e a campanha personalista que levou a frente da mobilização dos petroleiros, e de fundo a mesma traição. Mesmo os trabalhadores da Petrobras tendo votado greve, a paralisação foi atrasada para semanas e quando iniciada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) entrou com um ataque impondo uma multa inicialmente de R$500 mil por dia de greve, e depois aumentando para R$2 milhões a partir do segundo dia de greve.

Após as ameaças do TST, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que é dirigida pela CUT, cessou a greve, que tinha como mote principal o "Fora Parente", o que fez a FUP comemorar a greve como vitoriosa após a queda do presidente Pedro Parente, mesmo mantendo-se a política de preços entreguista, responsável pela crise dos combustíveis. A greve foi fortemente controlada pela burocracia sindical, que impediu que a organização dos trabalhadores para além do restrito objetivo de deposição de Pedro Parente, e apresentasse uma solução contundente para os sucessivos aumentos dos combustíveis, que seria uma Petrobras 100% estatal gerida pelos petroleiros e sobre o controle popular.

Para podermos dar um passo adiante, é necessário superarmos esse imobilismo e traição promovidos pela CUT, CTB, UGT, Força Sindical, CGTB, entre outras centrais que abandonaram a construção de nossa luta. Precisamos construir nossos comitês de base, organizar nossas reuniões e mobilizar para exigir que os sindicatos convoquem assembleia e coloquem o seu peso para novas greves. Essa é a única forma que temos para efetivamente derrotar as reformas e o governo Temer.

Tanto os trabalhadores da Eletrobras, quanto os trabalhadores da Petrobras, só poderão superar a série de ataques do governo Temer, que quer privatizar as grandes empresas estatais, através de uma forte mobilização capaz de superar o imobilismo das burocracias sindicais, e que além disso, leve um programa operário que tenha a proposta de responder verdadeiramente os ataques.

Este programa deve levantar a estatização completa da Eletrobras, sob gestão dos trabalhadores e controle popular, para que de fato possa ser gerida em benefício dos trabalhadores e do povo pobre, controlando os reajustes da energia, garantindo preço justo e acessível à toda população e não precarizando os postos de trabalho.




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