Educação

GREVE DA EDUCAÇÃO

Trabalhadoras da educação de Contagem continuam em greve

Votada no dia 15 de março para iniciar no dia 22 do mesmo mês, a greve das trabalhadoras e trabalhadores da educação continua após assembleia do dia 29 passado. Enquanto isso, nomes importantes do governo começam a deixar seus cargos, como o caso do secretário da educação, José Ramoniele.

Tassia Arcenio

Contagem, Minas Gerais

segunda-feira 4 de abril de 2016| Edição do dia

Foto: SindUte Contagem

Com a maioria de mulheres, a greve da educação se fortalece em Contagem. A greve votada no dia 15 de março, em meio à paralisação nacional de três dias (15,16 e 17) e com início no dia 22 de março, ganhou força após uma semana, e no dia 29, foi votada em assembleia a sua continuidade.

O caos e o descaso com a educação em Contagem já são conhecidos: desvalorização dos seus profissionais que estão há dois anos sem aumento, falta de condições de trabalho e de estudo nas escolas, que cada vez estão mais deterioradas, falta de professores e trabalhadores do quadro administrativo, e até falta de papel nas secretarias e de merenda completa para os alunos. Sem falar nos inúmeros processos seletivos que não garantem estabilidade aos contratados e na terceirização cada vez maior dos serviços de portaria, limpeza e merenda, aonde frequentemente as trabalhadoras e trabalhadores desses setores ficam sem seus direitos.

Em meio à mobilização das trabalhadoras, de olho nas próximas eleições ou em uma recomposição dos cargos em que cada política joga sua responsabilidade para outro, membros do governo Carlin Moura (PCdoB) começam a deixar seus cargos, como é o caso do agora, ex-secretário da educação, José Ramoniele.

Esse "troca-troca" de cargos só deixa mais evidente o que sentimos na pele todos os dias: os políticos que aí estão, não são preocupados em fazer com que as nossas pautas sejam atendidas, ou que nossas condições de trabalho e de vida melhorem - estão preocupados em manter seus privilégios e altos salários.

Nós do Esquerda Diário e do MRT defendemos que todas as reivindicações sejam atendidas e que todos esses políticos ganhem como uma professora (que deve ter o salário mínimo estipulado pelo DIEESE, hoje em R$ 3.725,01) para questionar esse estado de coisas e levar até o final o rechaço dos trabalhadores e da população pobre contra os políticos burgueses e seus privilégios.

O salário de uma professora para um político é para ajudar a transformar o parlamento burguês num corpo político que possa atender os interesses dos trabalhadores e não à uma casta separada e privilegiada em relação ao conjunto da população.

Divulgamos abaixo, materiais publicados pelo SindUte Contagem, com informações, esclarecimentos e dados para as próximas atividades da mobilização.


Frente do último boletim publicado pelo SindUte.


Esclarecimento aos contratados, frequentemente assediado em suas escolas.

Uma das fortalezas dessa greve são as trabalhadoras da educação tirarem medidas conjuntas com trabalhadoras e trabalhadores de outras áreas, como a da saúde, enfrentando juntas ataques que são comuns à toda classe.




Jornal Prefeitura NÃO faz, mostrando o sucateamento da educação e da saúde e o caos da terceirização.


Chamado ao Comando de Greve, que tem acontecido de forma permanente, em três horários, para organizar os próximos passos da luta e superar o desafio dessa mobilização: massificar a greve.

A próxima assembleia acontece na quarta-feira, dia 06, às 08:00 na Praça Iria Diniz, e nós do MRT, Esquerda Diário e da Juventude Faísca - Revolucionária e Anticapitalista, nos colocamos à disposição para fortalecer essa importante greve.




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