Gênero e sexualidade

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Trabalhadoras da USP fazem um chamado à estudantes e professoras: Todas em apoio às trabalhadoras terceirizadas

Secretaria de Mulheres do Sintusp faz um chamado aos coletivos e movimentos de mulheres da USP, professoras e estudantes para se juntarem à luta contra a segregação aos trabalhadores terceirizados, que são maioria mulheres, no bandejão central da USP.

sexta-feira 13 de abril| Edição do dia

Reproduzimos abaixo o chamado feito pela Secretaria de Mulheres do Sintusp:

Chamado aos coletivos e movimentos de mulheres da USP – Todas em apoio às trabalhadoras terceirizadas

No dia 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, a USP deu mais um passo para precarizar ainda mais as condições de trabalho na universidade. Ao invés de contratação de trabalhadores efetivos, um setor inteiro do bandejão central foi terceirizado. Com salários menores e contratos precários, foram contratados 7 trabalhadores, sendo 4 mulheres, para fazer o serviço que até 14 pessoas, todos homens, faziam, em revezamento, pois é um trabalho extremamente pesado.

Desde o dia 26 de abril, esses trabalhadores, sobretudo mulheres, não podem sequer comer a comida que ajudam a produzir. Na USP são centenas de trabalhadoras terceirizadas, sujeitas a sobrecarga de trabalho, atrasos de salários e assédios moral e sexual constantes.

Consideramos que parte da violência contra a mulher é também submete-la a piores salários e a precárias condições de trabalho. Seu trabalho vale menos, seu corpo vale menos e sua vida vale menos. E a USP tem sido parte das engrenagens para a manutenção do machismo e da violência contra a mulher na sociedade. O USP mulheres mantém seu silêncio sobre a situação das trabalhadoras terceirizadas do bandejão e de toda a USP. Não consideram as trabalhadoras também mulheres desta universidade.

Na plenária de mulheres realizada no dia 12 de abril fizemos um chamado a todas as professoras, estudantes e funcionárias e a todos os coletivos e movimentos de mulheres da universidade a encamparem a luta, junto ao Sintusp e a sua Secretaria de Mulheres, contra a situação absurda a que estão sendo submetidas as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do bandejão. A unidade entre as mulheres da USP, trabalhadoras e estudantes pode derrotar a reitoria e a SAS e fortalecer a unidade das mulheres na USP contra o machismo institucional, a precarização do trabalho e a violência contra a mulher.

Veja mais: Trabalhadoras da USP exigem posição do USP Mulheres sobre terceirizadas




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