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Trabalhador da USP preso arbitrariamente pela polícia é liberado

Na tarde desta quarta (14) Zelito, que trabalha há 29 anos na Universidade de São Paulo, foi abordado e preso de maneira totalmente arbitrária pela Polícia Militar. O trabalhador acaba de ser liberado da 93a Delegacia de Polícia, onde lhe acompanharam colegas da USP e diretores do SINTUSP.

quarta-feira 14 de junho| Edição do dia

Zelito, que é ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP e ativista, retornava de seu horário de almoço, vestindo seu uniforme de trabalho, quando foi surpreendido pela ação da polícia. Em frente à portaria da São Remo, diversos policiais e viaturas o abordaram e o revistaram, levando o trabalhador preso. Veja o vídeo:

Marcello Pablito, diretor do SINTUSP, Bruno Gilga, representante dos trabalhadores no Conselho Universitário da USP, Claudionor Brandão, diretor do SINTUSP, Diana Assunção, dirigente do MRT, além de outros trabalhadores da universidade, diretores do SINTUSP e advogados foram até a delegacia onde o polícia havia levado o trabalhador.

Eles questionaram o motivo da prisão, mas a polícia se negou a dar informações. Posteriormente, o termo circunstanciado constava como "desacato à autoridade".

"Esse episódio absurdo mostra mais uma vez o caráter racista da USP e o papel da PM dentro da universidade. Na delegacia a polícia alegou que estava abordando as pessoas que "pareciam suspeitas". Para a PM e para a reitoria USP, os milhares de terceirizados que utilizam o portão da São Remo são "suspeitos", o que evidencia o caráter racista da PM, que considera suspeitos os negros transitam todos os dias nessa universidade elitista e racista. E é esse argumento utilizado também para reprimir e assassinar diariamente a população negra nas periferias do país, e esse é o papel que a polícia cumpre dentro e fora da USP, e também em ações autorizadas pelo Estado, como os absurdos que Dória promoveu na cracolância recentemente." denunciou Pablito sobre o caso.

O trabalhador foi liberado recentemente da Delegacia.




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