SAÚDE PRECÁRIA

Todo apoio: trabalhadores da saúde permanecem em greve contra a precarização de Crivella

quinta-feira 13 de dezembro de 2018| Edição do dia

Imagem: Reprodução Fecebook/Nenhum serviço de saúde a menos/ Vermelho

Os médicos e profissionais da saúde decidiram ontem (12), por manter a greve até que o 13° salário seja quitado. 70% do efetivo das clinicas de atenção primária está trabalhando. Médicos e enfermeiros residentes estão sem receber salário há dois meses e iniciaram a greve no dia 6. Profissionais de ambulâncias estão há 3 meses sem salários.

O TRT determinou na terça feira (11) o sequestro de aproximadamente R$ 200 milhões em 24 horas das contas da Prefeitura do Rio destinadas as Organizações Sociais (OSs) que administram diversos hospitais na cidade. Segundo o vereador Paulo Pinheiro (PSOL) o gasto com saúde de 2019 é o menor desde 2013, alterando os valores segundo a inflação.

Segundo O Globo, o valor inicial para gastos em saúde era de R$ 5,87 Bi, mas foi contingenciado para R$ 5,34 Bi e no final de contas, Crivella gastará apenas R$ 4,95 Bi. Um corte de mais de 90 milhões para saúde do prefeito que disse que iria "cuidar das pessoas".

Enquanto isso, a população amarga a precarização da saúde e a falta de possibilidade de se tratar do mais básico dos problemas até os mais graves. No Hospital Pedro II gerido por uma OS, Paula José da Silva pariu no corredor pela falta de atendimento e pacientes estão sem banho e nem comida.

Nós do Esquerda Diário damos todo o nosso apoio e solidadriedade para a greve da saúde que tem a potencialidade de encurralar Crivella e seus ataques se arranca uma vitória. É preciso se espelhar no grande exemplo dos trabalhadores franceses com os coletes amarelos para massificar a luta aqui no Brasil contra os golpistas, as reformas e a extrema direita.




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