Economia

CRISE DO RIO

Toda solidariedade à paralisação dos técnicos administrativos da UERJ!

Carolina Cacau

Foi candidata a vereadora pelo PSOL em 2016 pelo MRT, é estudante da UERJ e do CASS e professora da rede estadual

quarta-feira 7 de dezembro de 2016| Edição do dia

Os técnicos administrativos da UERJ desde 21 de novembro estão paralisados por conta do não pagamento integral dos salários do mês de outubro. No dia 21 decidiram que ficariam paralisados até dia 5 de dezembro, dia noticiado pelo governo do Estado que seriam pagos integralmente os salários. Mas hoje é dia 7/12 e os técnicos continuam sem receber. Por isso mais uma vez em assembléia votaram a continuidade da paralisação até que todos os salários sejam pagos integralmente. Votaram também a participação ao ato que ocorrerá na Alerj dia 12/12, data em que os deputados terminarão de votar o pacote de maldades do Pezão, sendo um dos projetos que será votado neste dia, a mudança das regras do Rioprevidência, aumentando as alíquotas de servidores ativos e inativos de 11% para 14% e o projeto que adia para 2020 aumentos salariais aprovados em 2014 que entrariam em vigor ano que vem.

Os técnicos estão realizando assembléias semanais para avaliar a conjuntura e decidir pela manutenção ou não da paralisação. Além de não receberem os salários integrais, realidade esta que vem ocorrendo o ano 2016 por conta a crise fiscal do estado, este pacote nada mais significa do que um plano de austeridade para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e precarizar ainda mais serviços públicos fundamentais como saúde e educação. Os residentes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), ontem (06/12) também realizaram uma assembléia e votaram paralisação para o dia 12, segunda-feira.

Para que os trabalhadores não paguemos uma crise criada pelos capitalistas, devemos em primeiro lugar cercar de solidariedade os trabalhadores que se colocam contra estas medidas, que justamente foram criadas para que os capitalistas sigam lucrando e nos explorando cotidianamente. E também lutar contra todos os mecanismos que foram criados para aumentar esses lucros, como a dívida pública do estado do Rio de Janeiro, que como já explicamos aqui leva quase metade de nosso orçamento, saqueando o dinheiro que deveria ser direcionado para os direitos dos trabalhos e para a saúde e educação. Por isso é fundamental defendermos o não pagamento da dívida pública para que as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre possam ser atendidas, e que sejam os ricos que paguem pela crise.
É necessário que todo o movimento estudantil e as entidades estudantis cerquem de solidariedade a paralisação dos técnicos administrativos e os estudantes que votaram na chapa de oposição para o DCE, “chapa 2- É tempo de resistir!”, façamos uma campanha de solidariedade e apoio ativo à esta luta!




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