Política

OPINIÃO

Tentando ganhar senadores da direita Lula volta a Brasília: a farsa da farsa do combate ao golpe

Repetindo como farsa a tentativa de conciliar no pré-impeachment, Lula agora quer convencer senadores a votarem contra o impeachment. Segurando as rédeas da luta de classes, com a contenção e isolamento das lutas promovido pela CUT, CTB e sindicatos que seguem a orientação de Lula o resultado da farsa das negociações de abril só pode dar pior resultado agora em julho-agosto.

quarta-feira 6 de julho de 2016| Edição do dia

Segundo divulgado por diversos dos maiores jornais do Brasil Lula deve ir a Brasília a partir do dia de hoje tentando destravar as negociações com senadores de direita em sua obra de tentar ganhar votos contra o impeachment e reabilitar a presidente deposta pelo golpe institucional.

A chance de reabilitar o governo, por mais que Lula prometa conduzir as rédeas do Planalto, e as promessas feitas em entrevistas que seriam convocadas novas eleições são pequenas. Por mais debilitado que está o governo Temer, com somente 13% de aprovação, há importante operação de toda mídia e parte considerável do establishment político de blindar a condução do golpista Temer, em operação que separa sua condução dos planos de ataque na economia da crise política. Lava Jato sim Meirelles muito mais, é a palavra de ordem de toda grande mídia e aplauso dos senadores.

Lula tem em sua agenda, segundo publicam Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, conversas nesta quarta com senadores sobre a proposta de um plebiscito para consultar a população a respeito de novas eleições.

"Temos de estar abertos para qualquer proposta, seja plebiscito, eleições gerais, eleição presidencial, e tem de tentar unificar. O que não é possível é a proposta de eleição indireta que virá", disse Dilma nesta terça-feira, em reunião com juristas no Alvorada. À noite ela também se encontrou com senadores que a apoiam. "Acredito e luto todo dia para o meu retorno. Não só pelo meu mandato, mas pelo resgate da democracia", afirmou.

A cúpula do PT quer que a presidente afastada escreva uma carta aos brasileiros, para dizer à sociedade o que pretende fazer se conseguir superar o processo de impeachment.

Depois de garantir aos quatro ventos que "não iria incendiar o país" na resistência ao golpe Lula conseguiu que o PT e a CUT desviassem e derrotassem o movimento "não vai ter golpe", atuando conscientemente para não deixar confluir as importantes lutas que aconteciam simultaneamente (mulheres, secundaristas, cultura, contra o golpe, greves), atuando para isolar as ações e fazer dias patéticos de "luta" que sequer contavam com assembleias nos locais de trabalho para que classe trabalhadora mostrasse sua força contra o golpe e ajustes.

Toda sua ação consistia em usar, esporádica e isoladamente atos de rua para pressionar a direita a acordos. Esta mesma tática foi tentada antes do impeachment na Câmara, Lula travou inúmeras conversas com Maluf e outros membros da direita naquela casa. Agora reeditam sua farsa conciliatória para o Senado. É tempo de tirar lições. O combate à direita não será dado pela conciliação e conchavo com senadores e deputados, mas erguendo uma força anticapitalista nas ruas, fábricas, locais de trabalho e estudo. Uma força como esta que dê um combate sem quartel a direita e aos empresários, coisa que o PT nunca quis fazer, para inclusive utilizar a tribuna parlamentar a serviço de fortalecer esta força rela para a luta de classes.




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