Mundo Operário

TERCEIRIZAÇÃO

Temer terceiriza tudo: paremos de pagar o pato, que os capitalistas paguem pela crise!

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

sexta-feira 31 de março| Edição do dia

Em uma clara provocação, Temer sancionou a terceirização irrestrita essa noite. Uma afronta às mais de cem mil pessoas que foram as ruas em todo país. Com dezenas de milhares em São Paulo, Belo Horizonte, milhares em várias capitais. Fomos às ruas contra a reforma da previdência e outros ataques dezenas de milhares por todo o país, Temer sancionou a terceirização irrestrita. Com essa medida qualquer emprego pode ser terceirizado e ainda qualquer trabalho pode se tornar temporário por até 9 meses.

A medida foi aprovada à toque de caixa pela Câmara dos Deputados a partir de uma proposta de FHC que ficou engavetada por muitos anos. Que um ataque como esse ocorra depois da entrada em cena dos trabalhadores no dia 15 de março e das manifestações de hoje, mostra como a política da maioria dos sindicatos e das centrais sindicais de não organizar nenhum plano de luta para que construamos uma verdadeira e urgente greve geral ajuda Temer, o Congresso e os capitalistas a nos atacar. Podemos derrotar todos esses ataques e derrubar Temer com a disposição de luta que os trabalhadores mostraram se superarmos o freio que as centrais tem colocado.

Por isso é urgente construirmos comitês de base para impor uma urgente e verdadeira greve geral. Precisamos construir esse plano para que até o dia 28 de abril que é chamado como um dia de paralisação nacional pelas centrais possamos derrotar todos esses ataques.

O ataque de hoje atinge todos trabalhadores brasileiros, em especial às mulheres e os negros que sempre foram a cara do trabalho precário no país. Chega de pagar o pato, unindo a força da classe trabalhadora podemos derrotar esses ataques.

Ao contrário da mentira de Temer e da grande mídia a terceirização não gera mais empregos, gera mais exploração, mais acidentes, piores condições de trabalho. Por isso dizemos hoje mais uma vez, pela incorporação dos terceirizados às empresas em que trabalham e sem concurso público no Estado. Igual salário e iguais direitos, reduzir as horas de trabalho de todos sem reduzir os salários para garantir empregos a todos. Que os capitalistas paguem pela crise!




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