REDUÇÃO DE SALÁRIOS

Temer renova PPE por mais dois anos para proteger o lucro dos empresários

O Governo Temer renovou até o final de 2018 o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), criado no governo Dilma em 2015, que prevê diminuição de 30% da jornada de trabalho e dos salários dos trabalhadores.

quarta-feira 28 de dezembro de 2016| Edição do dia

A medida provisória que renovou o programa foi assinada na última quinta-feira (22) e rebatizou o PPE de Programa Seguro-Emprego (PSE), que na prática significa segura-lucro para os empresários, num momento de crise econômica. Ou seja, para o trabalhador é diminuição dos salários e para os patrões é manutenção dos lucros.

Até 50% da redução de salário poderá ser paga pelo governo, com o limite de R$ 1.002, e sairá do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o que escancara ainda mais que quem sai perdendo nesse programa e que paga pela crise é apenas o trabalhador, nada sairá nem dos bolsos dos patrões nem dos cofres do governo.

Com uma taxa de desemprego de mais de 11% que tende a aumentar no próximo ano, ao trabalhador o PSE é apresentado como a única saída para assegurar seu emprego, ainda que com salário reduzido. Mas se a economia está em crise, as empresas devem abrir seus livros de conta para que todos possam ver onde estão os problemas. Não foram os trabalhadores que criaram a crise, e não podem ser eles os únicos a pagar por ela.

A CUT foi o braço direito de Dilma para a aprovação do PPE (criado pelo sindicato de metalúrgicos do ABC) em 2015, mas é mais que urgente que as centrais sindicais deixem a trégua aos golpistas de lado e convoque, a partir dos métodos da classe trabalhadora, uma grande campanha contra o PSE de Temer e contra todos seus ataques aos nossos direitos. Não podemos aceitar redução dos salários. Os trabalhadores não vão pagar pela crise!




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