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Temer recebeu R$20 milhões em propina para privatizar setor aéreo, segundo delação

Em delação premiada, o operador financeiro Lucio Funaro, diz que Temer recebeu R$20 milhões em propina de um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino. A propina era para apoio à projeto que abre setor aéreo para o capital externo.

segunda-feira 11 de setembro| Edição do dia

Segundo Funaro, pelo menos R$20 milhões foram convertidos em horas de vôo para Temer em campanha eleitoral de 2014. A propina por via de Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, se deu em troca à abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro, o que beneficia as grandes empresas aéreas. A delação foi homologada pelo relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e deverá ser incluída junto às demais denúncias contra Temer que será apresentada por Rodrigo Janot.

A abertura do setor para a privatização já vinha se intensificando no governo Dilma antes do impeachment com medida provisória que previa o aumento de 20% para 49% de participação do capital externo no controle das campanhas aéreas brasileiras. Em meados do ano passado, a base golpista elimina as restrições ao capital externo no setor, o que era interesse das grandes empresas dessa área. A Gol era uma das empresas que mais estava a frente dessa proposta.

No entanto, o projeto passou por alterações, mantendo a abertura de 100% do setor aéreo ao capital externo, mas com condições para que parte do mercado se mantenha para empresas regionais. O Projeto de Lei 7425/17 tramita em regime de prioridade. Temer e as empresas aéreas defendem que a privatização pode dinamizar o setor, quando na verdade a experiência com as privatizações mostram que esse processo implica em maior precarização para trabalhadores e usuários.

Para entender:

Temer coloca setor aéreo em liquidação: porque a entrega ao capital estrangeiro é ruim para passageiros e trabalhadores?

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