Política

PARALISAÇÃO 28A

Temer pede "empenho máximo" para aprovar as reformas, e não quer concessões

Preocupado com as proporções que possa ter a greve geral convocada para o dia 28, Temer busca comprometer sua base, exigindo “emprenho máximo” para aprovação das reformas e nem uma concessão a mais. Cabe aos trabalhadores “empenho máximo” na construção pela base de uma massiva mobilização que barre as reformas.

segunda-feira 24 de abril de 2017| Edição do dia

Em reunião marcada para esta segunda-feira (24), o presidente Michel Temer vai pedir "empenho máximo" dos ministros no esforço para a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. O objetivo é que as bancadas na Câmara sejam convencidas a aprovar os textos sem novas concessões. Temer vai dizer que é preciso resistir às pressões das categorias mais mobilizadas.

Uma reunião de preparação neste domingo contou com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e dos ministros Antonio Imbassahy (Governo), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda), o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o líder da maioria, Lelo Coimbra (PMDB-ES), também compareceram.

Após a mobilização do 15M, Temer foi obrigado a retirar os servidores municipais e estaduais da reforma da previdência, numa manobra, pois de fato, apenas transferiu aos estados e municípios o dever de realizar suas respectivas reformas, dando até prazo para que cumpram. O que demonstra o impacto no governo e em sua base que teve essa mobilização, com Temer buscando isolar as categorias mais mobilizadas. Agora, preocupado com o tamanho da mobilização que pode vir a ter o 28A, Temer busca comprometer sua base para não ter de ceder nem mais um pouco nas pretensões dos seus ataques.

Para essa finalidade, Temer e os capitalistas contam com todas as armas. Além da pressão sobre sua base, também aumentam a pressão da chantagem sobre os trabalhadores. Seguindo a linha do governo, o editorial do Estadão pede pragmatismo e racionalidade diante de “soluções tributárias maravilhosas e tentadoras por sua aparente justiça”, e aumenta os tons da inevitável catástrofe advindas do desastre das contas públicas.

Entretanto, Temer e seus ministros não conseguem omitir quais os interesses que buscam assegurar com suas “imprescindíveis” reformas, como na fala de Meireles ministro da Fazenda, que afirmou que há uma "grande expectativa" no exterior sobre o tema e que a aprovação da reforma da Previdência será um "divisor de águas" no processo de recuperação da economia brasileira.

A nós trabalhadores, nos resta somente como arma nossa mobilização, através da convocação de assembleias de base em cada estrutura e exigindo das centrais sindicais a organização de um plano de lutas. Por isso o “empenho máximo” que nos cabe é na construção de uma greve geral até derrubar Temer e suas reformas, por uma nova Assembleia Constituinte importa pela luta. Somente uma mobilização dos trabalhadores do tamanho dos ataques irá arrancar não apenas concessões, mas a revogação completa de todas as reformas.




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