Política

MAIS ATAQUES AOS SERVIDORES PÚBLICOS

Temer não irá pagar reajuste salarial para servidores federais

Em reunião com a equipe econômica o Governo Temer decidiu congelar o reajuste salarial dos servidores federais previsto para janeiro de 2018. A medida seria de um ano, e o reajuste seria concedido novamente somente em janeiro de 2019. O governo prevê uma economia de 11 bilhões de reais no ano com o não pagamento.

quinta-feira 10 de agosto| Edição do dia

A aprovação dessa medida segue um discurso geral que vem tendo o governo de que é necessário fazer "cortes" para "salvar a economia". Entretanto, existe uma escolha bem concreta de Temer e sua equipe de governo no que diz respeito qual classe paga os cortes e realizam os sacrifícios necessários, e qual classe é salva economicamente.

Enquanto, o desemprego cresce cada vez mais no país, os privilégios dos juízes, políticos, e dos altos salários para ocupar cargos públicos, se mantém ou aumentam. Ninguém mexe nos super salários de um juiz do STF, desembargador ou de um deputado do congresso nacional, pelo contrários são eles mesmos que definem seus próprios salários e benefícios. Por outro, lado o governo fará populismo com a medida, dizendo que está contendo aumentar o salários de categorias que já recebem altas quantias, porém escondendo que os principais afetados com o congelamento serão a maioria dos servidores federais de diversas áreas, como saúde e educação, que assim como todos os trabalhadores sofrem perdas salariais anualmente

O discurso de "salvação da economia" diz respeito também em manter uma agenda política e econômica vinculada diretamente com os interessantes dos principais empresários.A reforma trabalhista, a lei da terceirização e as negociações que já se abriram para a aprovação da reforma da previdência, são parte de uma estratégia para cumprir os objetivos mais de fundo do golpe institucional, que é de avançar em medidas mais estruturais para retirar direitos dos trabalhadores, criando uma rotatividade e uma instabilidade ainda maiores no mercado de trabalho, aumentando a super exploração e conseqüentemente a margem de lucro da patronal nos mais diversos segmentos.

Fonte: Agencia O Globo.




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