DELAÇÃO JBS

Temer embolsou R$1 milhão de dinheiro de campanha, segundo delação da JBS

Ricardo Saud, diretor da JBS, afirma em delação premiada que o golpista Michel Temer recebeu R$ 15 milhões de reais do grupo empresarial no ano de 2014, em campanha eleitoral, para distribuir entre seus aliados eleitorais e, destes, R$ 1 milhão roubou para si mesmo.

sexta-feira 19 de maio| Edição do dia

Ricardo Saud, diretor da JBS, afirma em delação premiada que o golpista Michel Temer recebeu R$ 15 milhões de reais do grupo empresarial no ano de 2014, em campanha eleitoral, para distribuir entre seus aliados eleitorais e, destes, R$ 1 milhão roubou para si mesmo. Esse dinheiro era parte de R$ 300 milhões mantidos na JBS pelo PT, que usou para a campanha da presidência e da vice-presidência.

Saud afirma também que, no medo de perder o apoio de um grupo de senadores do PMDB em 2014, o PT liberou R$ 35 milhões de reais de sua “conta corrente” na JBS ao PMDB, presenteando entre eles os senadores Renan Calheiros, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, entre outros. Dos R$ 15 milhões destinado a Temer, parte foi repassada a Paulo Skaf, ao diretório nacional do PMDB e também ao ex-deputado Eduardo Cunha.

E, como todos nós já sabíamos, Saud declarou o óbvio: “Temer, por diversas vezes, atuou em favor dos interesses das empresas do grupo da JBS”.

De acordo com o próprio delator, “Tudo é propina, tudo dissimulado em forma de doação oficial, notas fiscais e dinheiro vivo”.

Também como era de se imaginar, quando questionado, Paulo Skaf afirmou que “não recebeu nenhum tostão do grupo da JBS”. Acrescentou que “Todos os gastos e doações da campanha foram declarados à Justiça Eleitoral e constam da prestação de contas apresentadas ao TER em 2014, aprovada sem nenhum reparo”.

Há muito tempo está claro para nós quem são estes homens e quais são seus interesses. Sabemos que não se trata de apenas um único partido da ordem. Assim como o PMDB, o PT também atua em favor dos interesses das empresas e dos empresários, e jamais em favor dos interesses dos trabalhadores e do povo pobre. Isso nos mostra que não podemos ter nenhuma ilusão de que melhorias virão do Parlamento. Neste momento conturbado de enorme crise política e econômica no país, precisamos ter claro que lutar por novas eleições diretas não basta, é necessária uma nova Assembleia Constituinte, que seja imposta pela força da mobilização dos trabalhadores.




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