Temer “abre as portas” do PMDB para João Dória

Michel Temer se encontrou com João Dória, que respondeu estar feliz com os convites do PMDB e do DEM, de Rodrigo Maia

sexta-feira 11 de agosto| Edição do dia

O Prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) já está empenhado em sua auto—promoção nacional com vistas a eleição presidencial de 2018. Após receber o título de cidadão soteropolitano sob uma chuva de ovos, seus próximos passos serão por Recife e Natal convidado pelos Líderes Empresariais.

Atentos a essa movimentação, e cientes da disputa dentro do próprio PSDB sobre quem será o candidato do partido para as eleições de 2018, o DEM e o PMDB – que tem suas raízes nos dois únicos partidos permitidos pela ditadura militar, o Arena e o MDB – já declararam que estão de portas abertas para receber João Dória em 2018.

No início da semana, o próprio presidente Michel Temer (PMDB) se encontrou com João Dória para dizer que “as portas do PMDB estão abertas” a ele. Além, claro, de distribuir afagos publicamente ao “parceiro” e “companheiro”.

Já o DEM – partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e que pretende mais uma vez trocar de nome em 2018 (já foi PFL) incluindo dissidentes do PSB, PSD e PSDB – afirmou que o partido possui “afinidades ideológicas” com João Dória e que as portas do partido também estariam abertas para o Prefeito, embora não haja ainda nenhum convite formal. A condecoração de João Dória em Salvador junto de ACM Neto (DEM) seriam indícios dessa abertura.

Porém, mesmo com a clara agenda presidencial planejada para agosto, com a visita em oito Estados – com forte presença no Nordeste, reduto eleitoral do PT – e o encontro com seis ministros e o presidente da República, João Dória ainda desconversa “respeito muito o governador Geraldo Alckmin (...) Não há a menor hipótese divisionista, separatista. E, principalmente, não é o momento de se tratar de chapa nem de candidatura”

Dória se diz “feliz” com os convites e, mesmo discursando por Geraldo Alckmin, segue sua agenda política presidenciável e segura verbas de investimento na cidade de São Paulo com o objetivo de tocá-las apenas em 2018... em pleno ano eleitoral! O caixa da Prefeitura representa já 60% do valor arrecadado em receitas no primeiro semestre desse ano. As áreas de saúde e educação somam 31% de congelamento, já saneamento e habitação passam dos 50% de congelamento cada.

Ou seja, ainda que negue disputar com Alckmin a indicação ou as prévias para ser presidenciável pelo PSDB para 2018, suas movimentações e agendas públicas fortalecem as especulações de bastidores. E sua política de gestão arrochada, que economiza recursos essenciais para áreas sociais com o objetivo de fazer demagogia em ano eleitoral, só reforçam essas considerações.

Fonte da Foto: G1




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