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RICARDO SALLES

Chefe do Ibama nomeado por Salles perdoa dívida de resort de luxo na praia do projeto Tamar

Rodrigo Santos Alves, superintendente que comanda o Ibama na Bahia, perdoou multa milionária de resort de luxo, além de revogar a ordem que proibia obra do hotel, que é prejudicial ao bioma da praia em questão.

quinta-feira 19 de novembro| Edição do dia

Rodrigo Santos Alves, nomeado para comandar o Ibama na Bahia pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, perdoou uma dívida de R$ 7,5 milhões aplicada a um resort de luxo. Além do perdão da dívida, o superintendente também ordenou que fosse cancelada a ação de sua equipe de barrar as obras do Resort.

O Tivoli Ecoresort, uma pousada de luxo que cobra entre R$ 1,5 mil e R$ 7 mil em suas diárias, estava construindo um muro na areia para conter a erosão em frente ao edifício do hotel. A praia em que fica situado o resort e onde estava sendo construído o muro, é a mesma praia em que fica o Projeto Tamar, de proteção a tartarugas. Segundo especialistas, o muro submerso pode atrapalhar o ciclo de procriação dos animais.

Apesar de Alves não ter estado no local da construção pessoalmente, ele afirma que a construção está dentro dos limites do imóvel e que considerou a importância sócio-econômica do empreendimento para tomar sua decisão. Não coincidentemente, Rodrigo Santos Alves é sócio de uma corretora de imóveis, a Remax Jazz, que atua com resorts de luxo na região do Tivoli Ecoresort.

Não é novidade que esse perfil do comandante do Ibama seja cotado para o governo por Ricardo Salles. Só no último período, Salles levantou uma resolução que procurava fragilizar a proteção de áreas de restinga e manguezais, enquanto leva ao pé da letra sua fala na reunião ministerial de 22 de abril: "Precisa ter um esforço nosso aqui, enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só se fala de COVID, e ir passando a boiada, e mudando todo o regramento, e simplificando normas".

Foi na gestão de Bolsonaro e Salles também que vivemos as maiores queimadas do século na Amazônia e no Pantanal. Enquanto nosso bioma pega fogo, Salles e Alves evidenciam o projeto do governo Bolsonaro e seus ministros: garantir os interesses dos grandes empresários, banqueiros e latifundiários capitalistas em detrimento da vida e da biodiversidade do nosso planeta.




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