Mundo Operário

SOLIDARIEDADE DE CLASSE

Sindicato nacional faz campanha em apoio a docentes do Rio com salários cortados por Pezão

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN) está fazendo uma campanha de arrecadação em solidariedade aos docentes das universidades do Rio, que há meses estão com os salários atrasados graças à política de ataques de Pezão e Temer.

segunda-feira 12 de junho| Edição do dia

Nos últimos dias viralizou nas redes a foto de um docente de Engenharia Química da UERJ que expunha a absurda situação pela qual estão passando os professores daquela instituição.

Há vários meses a luta da UERJ contra os atrasos nas bolsas, a falta de bandejão e até mesmo a possibilidade de fechamento da universidade. A política de Pezão (PMDB), à frente do governo estadual, tem agravado a cada dia a situação da universidade.

Apesar de ser hoje a que se encontra na situação mais crítica, a UERJ não é a única universidade fluminense que têm sido vítima da crise e das medidas de corte dos governos e patrões. Universidades como a UENZO e UENF também estão cada vez mais sendo atingidas.

Como medida de solidariedade, o sindicato nacional dos docentes organizou uma campanha de arrecadação para tentar ajudar seus companheiros que enfrentam essa situação drástica.

A medida foi aprovada no 36º Congresso do Sindicato Nacional, realizado em janeiro na cidade de Cuiabá (MT). Alexandre Galvão, secretário geral do ANDES-SN, disse sobre a medida “Na reunião do setor em 13 de maio, nós aprovamos a operacionalização de uma campanha de solidariedade aos docentes das Iees fluminenses, que possa receber doações das outras seções sindicais, de professores de todo o país, mas também que se espraie para fora do movimento docente, possibilitando que outras categorias e movimentos sociais possam contribuir numa perspectiva de solidariedade de classe, para que os docentes das estaduais do Rio de Janeiro possam, primeiro, ter melhores condições de sobrevivência, porque o ataque é seríssimo, e, segundo, para que se possa fortalecer a luta que eles estão enfrentando”.

A ideia é que quando os docentes recebam seus salários, eles devolvam o dinheiro arrecadado na campanha e que esse constitua um fundo permanente de solidariedade para situações semelhantes.




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