CENSURA | CINEMA

Sessão aberta de “A Vida Invisível” na Cinelândia conta com 500 pessoas após censura da Ancine

Exibição gratuita do filme "A vida invisível" na Cinelândia contou com a presença de 500 pessoas como resposta à censura da Ancine.

sexta-feira 13 de dezembro de 2019| Edição do dia

Com gritos de “Viva o cinema brasileiro!”, quase 500 pessoas se reuniram em uma noite chuvosa para assistir ao longa que representa o Brasil na disputa do Oscar. A sessão foi organizada às pressas. O longa foi então projetado ao ar livre, em frente à Banca do André, que costuma promover shows e festas na Cinelândia.

Quando acabou o filme, o produtor Rodrigo Teixeira, o produtor executivo Camilo Cavalcanti, e os atores Julia Stockler e Gregorio Duvivier pegaram o microfone para falar sobre a produção e o momento que enfrenta o cinema nacional.

O filme censurado está inscrito para uma disputa no Oscar em 2020 na categoria de filme estrangeiro. "A Vida Invisível" tem repercutido bastante, coloca reflexões sobre questões políticas e sociais, sobre os aspectos de opressão de gênero, narradas pela vida de três mulheres.

Embora uma das justificativas do cancelamento seja um problema no projetor do auditório, a Agência negou a se manifestar sobre o assunto. E inclusive, o responsável pela manutenção da sala, quando questionado, afirmou não haver problemas com o aparelho. A exibição gratuita na Cinelândia, e o debate com o diretor do filme Rodrigo Teixeira e o ator Gregorio Duvivier, foi uma resposta dos servidores à censura da gestão da agência.

A censura contra artistas e produções culturais não é uma novidade do governo Bolsonaro, que sucessivamente ataca órgãos de fomento à cultura, como os cortes contra a Ancine e a demissão da diretoria da Funarte.

Bolsonaro e seu governo reacionário nega acesso à cultura aos trabalhadores e jovens, buscando emplacar um discurso conservador e reacionário, enquanto atacam os direitos trabalhistas, impondo condições de miséria para centenas de trabalhadores. Não podemos nos calar enquanto Bolsonaro segue sua cruzada ideológica atacando todo os setores do fomento à arte e cultura do país para convertê-los em templos da ignorância e do pensamento superado.




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