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RIBEIRÃO PRETO

Servidores municipais de Ribeirão Preto fazem greve contra ajustes do PSDB

Nessa sexta-feira, os servidores municipais de Ribeirão Preto iniciaram uma greve. Sem pagamento desde que a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) foi presa na operação Sevandija, ou seja, dezembro do ano passado, eles lutam contra o pacote de ajustes que o atual prefeito, Duarte Nogueira (PSDB), quer implementar.

domingo 8 de janeiro| Edição do dia

Com ataques como a proibição de novas contratações e a criação de conselhos, comissões e grupos de trabalho para estudar onde é possível cortar nas verbas dos serviços públicos, essas medidas tentam aparentar que o prefeito está “arrumando a casa” depois do fim desastroso da última gestão, em que a ex-prefeita foi presa e afastada sob suspeita de ter participado de um esquema que desviou cerca de 203 milhões de reais. No fundo elas garantem que as perdas da prefeitura sejam pagas pelos trabalhadores e pela população, pois mantêm os privilégios de vereadores, secretários e assessores. As medidas também abrem espaço para novas contratações de terceirizados no lugar de servidores concursados, além de precarizarem os serviços públicos.

A greve foi decretada em assembleia geral do dia 2, mas até o momento não há convocação para uma nova assembleia. É preciso organizar a partir da base, com reuniões em local de trabalho, uma luta consequente contra os desmandos do poder judiciário e da prefeitura, em que seus rumos sejam tomados por um comitê de greve eleito em assembleias setoriais e com mandato revogável. Para que os trabalhadores possam lutar sem as amarras da burocracia sindical e dar uma resposta independente a altura das necessidades que a crise econômica nos impõem.




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