GREVE DO FUNCIONALISMO

Servidores da cidade de SP entram em greve por melhorias salariais e das condições de trabalho

Servidores públicos da cidade de São Paulo fazem greve por melhorias nas condições de trabalho. Salários dos trabalhadores segue sem reajuste desde 2013.

terça-feira 5 de novembro| Edição do dia

Nesta terça-feira (5), algumas categorias de servidores públicos da cidade de São Paulo fizeram uma greve pelos seus direitos. Entre as categorias que paralisaram estão agentes de apoio, assistentes de gestão de políticas públicas e assistentes de suporte técnico.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão como demandas a reestruturação da carreira, com reajuste salarial, que não ocorre desde 2013 e renovação do plano de cargos. Como proposta para a prefeitura de São Paulo, o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo) pede a manutenção da proporção dos salários entre os níveis básico e médio (82%) e a retomada da proporção dos salários entre os níveis médio e superior (50%).

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Divulgação Sindsep

A prefeitura de São Paulo, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), que herdou o cargo de João Doria, negou as demandas da categoria que decidiu entrar em greve. Ao todo, são 12 mil funcionários ativos, distribuidos em setores administrativos de hospitais, escolas, autarquias e subprefeituras.

Os trabalhadores realizarão uma nova assembleia na quinta-feira (7) para decidir os rumos da greve.

Os governos de direita que hoje estão a frente da cidade e do Estado de SP, bem como Bolsonaro e seu governo, já declararam guerra ao funcionalismo público, avançando com reformas, como a previdenciária, e também partem para avançar cm projetos que visam retirar a estabilidade dos servidores, diminuir salários e jornadas de trabalho.

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Essas medidas se mostram, cada vez mais, somadas aos ataques aos serviços públicos, que se aprofundam sob Bolsonaro, com um novo "pacotão" de ajustes que irá sucatear ainda mais a educação e saúde, como um movimento para abrir ainda mais espaço à privatização da educação e da saúde, seguindo modelos já anteriormente reivindicados por Paulo Guedes, João Doria e Bruno covas: a privatização massiva.

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A Secretaria de Gestão da Prefeitura de São Paulo publicou uma nota hipócrita, onde "reconhece a necessidade de valorizar o salário base do funcionalismo público". Entretanto, na prática, Bruno Covas vem avançando com um projeto privatista, seguindo os passos de Doria, buscando vender terrenos públicos de escolas e privatizando creches.


Trabalhadores e famílias se mobilizam contra a tentativa de Bruno Covas de vender terreno de escolas em SP

A classe trabalhadora deve seguir o exemplo dos chilenos, que se colocaram na rua contra os ataques do governo de Sebastián Piñera e avaçaram questionando o "modelo chileno" que tanto querem implementar aqui, uma verdadeira herança da brutal ditadura de Pinochet. As centrais sindicais como a CUT e a CTB, dirigida pelo PCdoB, seguem em um silêncio ensurdecedor, enquanto os trabalhadores dia a dia perdem seus direitos.

É preciso se pautar em um plano de lutas, retomando os sindicatos das mãos dessa burocracia que mostra mais "solidariedade" com os governos e com a patronal, para que nas ruas, ao lado da juventude e da população, seja possível barrar os ataques e fazer com que os patrões paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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