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Sepe coleta dados sobre o fechamento de turmas junto à comunidade escolar

quinta-feira 8 de fevereiro| Edição do dia

Após o processo de otimização da escolas estaduais ter se tornado público, começaram a aparecer centenas de denúncias ao Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do RJ), ao MP, nas redes sociais e nas mídias como o Esquerda Diário.

As denúncias eram sobre fechamento de turmas, turnos inteiros, turmas de fundamental em locais onde as prefeituras não dão conta dessa demanda de novos alunos, enormes e noturnas filas de pais tentando conseguir vagas para seus filhos, alunos matriculados em escolas muito distante de sua casa - basta lembrar o caos nos passes estudantis em 2017 para imaginar o pior para esse ano.

Já com professores e funcionários de apoio estáveis ou terceirizados o tom foi de assédio moral por parte de direções de escolas e funcionários das coordenadorias de todo o estado para que professores aceitem as situações de trabalho mais absurdas, descumprimento do acordo da greve 2016 de “uma matrícula, uma escola”, alocação em escola muito distante da residência ou da segunda ou terceira escola que possa trabalhar.

Tudo isso em nome de pagar a crise criada pelos mesmos que a descarregam sobre nós. Acabam com a escola para garantir o lucro dos capitalistas da educação que nos cercam como abutres e garantir o lucro dos banqueiros que cobram a dívida do RJ.

Não podemos nos calar diante deste processo de desmonte da educação. Temos que denunciar cada caso. Professores, estudantes, pais, gestão da unidade escolar, procurem o Sepe e denunciem, contem seus casos. A medida é importante para mapear a extensão deste ataque, já que a própria SEeDUC não informa o total. Na certa por não saberem, nem eles, a extensão exata do estrago que estão causando.

O Sepe, no dia 02/02 entrou com uma ação pedindo a suspensão das resoluções nº 5531, 5532 e 5533, e após um encontro com representante do MP no dia 5, lançou uma campanha para coletar dados sobre fechamento de turmas, turnos e escolas na rede estadual e enviá-los para o MP. Segue o link e texto no integra.

“Diante de mais uma série de denúncias de fechamento de turmas, turnos e até mesmo escolas neste início de ano letivo, solicitamos que os profissionais de educação enviem para o e-mail da Secretaria do Sepe (secretaria@seperj.org.br) informações sobre a situação das escolas, do 2º semestre de 2017 em diante.

O sindicato irá encaminhar os dados para o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para abrir denúncia. Inclusive, o promotor da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, Emiliano R. Brunet Depollo Paes, recebeu a direção do Sepe para uma reunião nesta segunda (dia 5), em que discutiu a situação.

Estas são as informações que o Sepe necessita - lembrando que as informações devem ser enviadas para o e-mail: secretaria@seperj.org.br.

1 - Nome da escola

2 - Endereço da escola

3 - Metropolitana

4 - Nº de turmas fechadas (data do fechamento)

5 – Séries fechadas (data do fechamento)

6 – Escola fechada (data do fechamento)

7 - Telefone de contato (não obrigatório)”

Este Boletim informativo do sindicato ajuda a entender melhor o caso.




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