Economia

BANCO CENTRAL

Sem sinais claros de retomada econômica, diretor do BC reforça tendência a reduzir taxa de juros

Diante da conjuntura econômica, que não tem apresentado sinais de recuperação em meio à crise, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana, declarou nesta quarta (14) que é muito provável que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) decida por aumentar o ritmo no corte de juros.

quinta-feira 15 de dezembro de 2016| Edição do dia

Segundo o diretor, a retração do PIB e os recuos dos indicadores econômicos em agosto apontam que a recuperação da economia no país anda muito aquém do esperado, tendendo a ser mais demorada e gradual. A política de redução da taxa de juros tende a incentivar mais investimentos na produção e no consumo, podendo melhorar os índices de recuperação da economia.

A quem serve uma recuperação econômica em cima do ataque ao presente e ao futuro da maioria da população, com a aprovação do teto de gastos com saúde e educação, com o profundo ataque à previdência social e promessas de ataques aos direitos trabalhistas?

Ao reforçar a tendência de redução nos juros, o Banco Central busca aliviar a pressão sobre o governo golpista de Temer, que tem passado por sucessivos rachas em sua base aliada. Tem sido cada vez maior, entre os aliados golpistas, a desconfiança de que Temer possa avançar na velocidade exigida com os ataques da política de austeridade.

Mal a PEC 55 foi aprovada e os porta-vozes dos grandes empresários já anunciaram que isso ainda estava longe do suficiente, que era preciso avançar na aprovação da reforma da previdência, que vai excluir milhões de trabalhadores do direito de se aposentar.

Uma recuperação de fato do país passa pela recuperação das condições de vida da maioria da população. Não é com as políticas de um Banco Central que serve ao sistema financeiro ou com os ataques do governo golpista que isso vai acontecer. Tampouco é alimentando ilusões numa volta do PT, que em seu governo pavimentou o caminho para os ataques e agora com seu imobilismo, que se estende às maiores centrais sindicais, mostra toda a sua conivência com a política dos golpistas.

Os trabalhadores e a população podem e devem ter o poder de decisão sobre os rumos do país. Novas eleições apenas reforçam a ilusão de que é com o voto que se pode fazer isso. Afinal, quem serão os candidatos dentro das mesmas regras podres?

É preciso impor com a força da luta e da mobilização novas regras ao jogo e levantar uma assembleia constituinte para que quem de fato faz o país funcionar, os trabalhadores, possam decidir os rumos da economia e da política em favor da maioria da população.




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