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Sem VT e VA, trabalhadores do quadro administrativo são obrigados a voltar às escolas

Em meio a pandemia, com as escolas em Contagem funcionando por meio do ensino remoto, os trabalhadores e trabalhadoras do quadro administrativo da educação foram obrigados por meio de uma publicação do Diário Oficial ainda de dezembro/2020 a retornarem aos seus postos de trabalho. E contra esse ataque da prefeitura, os trabalhadores organizaram para hoje (23/02), uma carreata de protesto, no “Dia D” do Quadro Administrativo.

terça-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Sindute Contagem - Dia D do quadro administrativo 2016

Desde de 2020, no decorrer da pandemia, esses trabalhadores do quadro administrativo que vem sendo atacados sistematicamente e sentem cada dia mais precarizados os seus postos de trabalho, são obrigados a voltar para às escolas e tirarem do seu bolso os custos do transporte - que diga-se de passagem um custo altíssimo e a redução de horários que só servem pra enriquecer ainda mais os magnatas do transporte de Contagem- e os gastos com alimentação, porque a prefeitura do governo Alexis Freitas não pagou e agora o governo da Marilia Campos/PT segue sem pagar o que é de direito desses trabalhadores e os obriga a voltar ao trabalho.

Contagem somou até a data de ontem (22/02), 710 mortes por Covid e 6 sob investigação, além do risco de contaminação que a prefeitura expõe os trabalhadores do administrativo com o retorno ao trabalho e o desprezo que o atual governo vem tratando os trabalhadores da educação, os trabalhadores do quadro administrativo ainda são menosprezados como grupo de risco por não entrarem na lista de prioridade na vacinação junto aos professores, situação que reforça a necessidade da luta pelo reconhecimento do quadro único da educação.

Para além da denúncia em relação ao não pagamento do vale transporte e vale alimentação, os trabalhadores do administrativo denunciam ainda a defasagem em seus salários, chegando os mais precários que são contratados via PSS (Processo Seletivo Simplificado) a não receberem o valor do salário mínimo.

É urgente e necessário que o atual governo faça o pagamento retroativo e em dinheiro dos valores gastos com transporte e alimentação aos trabalhadores do administrativo, que sejam vacinados junto aos professores, assim como as trabalhadoras terceirizadas que seguiram trabalhando e sendo expostas desde o ano passado.

Nenhum retorno às aulas presenciais pode ser feito colocando em risco a vida de estudantes e trabalhadores da educação e por isso lutamos contra o retorno inseguro e por um plano de emergência que sejam os trabalhadores junto à comunidade escolar quem decida como e quando retornar às aulas e que tenha a garantia das devidas medidas de segurança sanitária, com auxílio de trabalhadores da saúde.




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