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RACISMO

Seguranças agridem adolescente negro em supermercado por R$ 9,81

No último domingo, dia 11 de fevereiro, por volta das 23h50, um adolescente que consumiu duas barras de chocolate e um salgadinho dentro das dependências de um supermercado da rede Pão de Açúcar em Jabaquara foi agredido por três seguranças dentro da loja mesmo depois de ter dito que pagaria pelos produtos.

sexta-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

O menino disse para a mãe que as agressões haviam sido em decorrência de uma briga de carnaval, mas após seu irmão contar a verdade, ela se dirigiu até o supermercado para entender o ocorrido.

Segundo a mãe, o garoto havia tentando sair do supermercado sem pagar pelos produtos, mas logo após ser abordado por dois seguranças tentou se dirigir ao caixa para pagá-los, no entanto os seguranças o impediram e falaram que precisavam conversar com ele em uma sala, ao se recusar a acompanhá-los, o garoto foi imobilizado pelo pescoço e pelo braço e foi chutado no nariz, na barriga e na perna quando chegou um terceiro segurança disparando com uma arma “air soft” seis vezes contra o rosto do menino, em seguida, pagou pelos produtos.

Luciana ainda disse que o filho foi agredido verbalmente, sendo chamado de favelado e malandrinho, a mulher fez uma publicação no Facebook relatando o ocorrido com fotos das agressões, por onde a notícia viralizou. A mulher ainda disse que ao cobrar explicações na loja, foi informada pelo chefe de segurança que os funcionários haviam sido afastados em, decorrência das agressões.

Após ser questionado, o grupo GPA, responsável pela rede Pão de Açúcar salientou que a equipe de segurança é terceirizada e que a conduta dos seguranças não condiz com a política da empresa. O caso foi “solucionado” com o afastamento dos seguranças e a nota demagógica da empresa, no entanto, sabe-se que este tipo de conduta não é um caso isolado e tão pouco diz respeito à má conduta de indivíduos, a prática de tratar negros sempre como suspeitos e de punir com agressões desproporcionais suas atitudes é um reflexo claro do racismo da sociedade capitalista.

Enquanto políticos da ordem envolvidos em casos de corrupção têm poder para manter seus postos, como Temer, que fez o necessário para fazer pararem as investigações contra ele, um adolescente de 16 anos não tem o direito de responder por furto de comida sem ser agredido violentamente. Esta conduta é uma prática cotidiana, principalmente em regiões periféricas nas quais se tem apenas a palavra das “autoridades” contra a dos moradores, e infelizmente por conta disso, o afastamento destes três homens não garante de forma alguma que se pare com este tipo de prática racista de violência, encarceramento e genocídio da juventude negra.




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