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CRISE PENITENCIÁRIA

Secretário de São Paulo reconhece guerra entre facções criminosas no Brasil

Em declaração conjunta, os secretários estadual e municipal reconhecem que há em curso uma guerra entre as duas maiores facções do país, mas diferem a situação do Estado com o norte do país.

segunda-feira 9 de janeiro| Edição do dia

Nesta segunda-feira, 9, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, fez declarações conjuntas com o secretário municipal afirmando que o país vive uma guerra entre suas duas maiores facções criminosas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Segundo ele, o conflito é pela rota de tráfico de drogas conhecida como Solimões, na fronteira com a Colômbia e o Peru.

Gomes negou que o Estado de São Paulo esteja em alerta e afirmou que a situação da região norte do país é bastante distinta da situação atual do estado paulista. Segundo ele, desde outubro a secretaria vem fazendo um trabalho de mapeamento dos presos, separando-os por perfis, grupos criminosos e infrações cometidas. Frisou, também, que embora haja um trabalho de prevenção das agressões entre as facções dentro dos presídios, São Paulo não está livre dos motins.

Na coletiva foram anunciadas uma série de ações conjuntas entre as esferas estadual e municipal nas áreas de Educação, Saúde, Meio Ambiente, Habitação, Assistência Social e Transportes, como já é possível notar com as crescentes notícias sobre o aumento da passagem da cidade de São Paulo.

A guerra entre o CV e o PCC explodiu com a chacina ocorrida no presídio Anísio Jobim em Manaus, no dia 1, onde a facção Família do Norte (FDN) – ligada ao CV – assassinou com brutalidade 56 detentos ligados ao PCC. Após o episódio, mensagens de declaração de guerra foram interceptadas no Whatsapp pela Polícia Federal. O caso, que teve repercussão mundial, se agravou com as declarações do Governador do Amazonas, José Melo (PROS), e do presidente golpista Michel Temer (PMDB), que minimizavam o fato. Dados também comprovam o envolvimento de políticos e autoridades judiciárias com o crime organizado.




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