Mundo Operário

ATO 25/6

Se delimitando do governo e do PT, SINTUSP se soma ao ato convocado contra os ajustes

No dia 23/06, dia de paralisação dos trabalhadores da USP para pressionar os deputados na Assembleia Legislativa pela aprovação na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de um aumento no repasse de verbas para as universidades estaduais, a assembleia de trabalhadores da USP votou, sem nenhuma posição contrária, a participação crítica do SINTUSP e dos trabalhadores da USP no ato de quinta-feira, 25/06.

terça-feira 23 de junho de 2015| Edição do dia

Esse ato está sendo convocado por centrais sindicais e movimentos sociais ligados ao PT e PCdoB e, por isso, sua convocatória não apresenta críticas diretas ao governo Dilma. Vários companheiros defenderam a participação delimitada do SINTUSP responsabilizando diretamente o governo federal e propondo a mobilização independente dos trabalhadores, dentre eles, Bruno “Gilga”, Diretor do SINTUSP e trabalhador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humansa da USP (FFLCH) disse:

“Sobre o ato de quinta-feira, que está sendo chamado pelo MTST. Não é só pelo MTST, mas pela CUT, CTB, pela UNE, pela UBES, ou seja, por uma série de entidades do movimento sindical e do movimento popular que têm tido, ao longo de todos os últimos anos, uma política de apoio e sustentação do governo do PT e segue nesse momento apoiando o governo do PT. É por isso que a convocatória desse ato não fala das Medidas Provisórias da Dilma que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao auxílio-doença e a uma série de direitos trabalhistas.

Ou seja, uma das medidas que esta no centro do ajuste fiscal, dos ataques aos direitos dos trabalhadores nesse momento, e que esta sendo implementado diretamente pelo governo Dilma, não está na convocatória desse ato, porque é uma política das direções dessas entidades e da burocracia sindical da CUT e da CTB de não colocar isso, pra proteger esse governo.

Eu estou de acordo com todos os companheiros que disseram antes, nós temos sim que compor esse ato, mas vamos participar desse ato de forma consciente desse problema, ou seja, participar com um ponto delimitado, levantando claramente nossas demandas, contra as Medidas Provisórias do governo Dilma dando nome claramente. (...) Precisamos fazer com que fique clara a responsabilidade do PT e do governo, inclusive que essa responsabilidade não se dilua. Por isso levemos uma faixa então com esse eixo que não faz parte da convocatória do ato colocando claramente a responsabilidade do governo federal e da Dilma (...) e queria propor um complemento, repetindo o que a gente já tem levantado, que é “pela mobilização independente dos trabalhadores junto à juventude”.”




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