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Sara Winter leva seguranças até a UERJ para espancar alunos

Mais um exemplo do método de truculência dessa direita reacionária.

quinta-feira 14 de dezembro de 2017| Edição do dia

Sara Winter, que tenta cavar seu status de celebridade dizendo-se “ex-feminista” e grande seguidora do Bolsonaro, está assistindo como ouvinte um Fórum na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) há algumas semanas. Em sua primeira semana, Sara protagonizou uma polêmica absurda nas redes sociais, quando filmou uma sala da UERJ e destilou seu racismo contra as milhares de denúncias dos alunos sobre machismo, racismo, intolerância religiosa, violência policial e lgbtfobia nas paredes da sala de aula.

Ela volta a UERJ todas as quartas-feiras para realizar seu curso e caminha pela universidade rasgando cartazes, provocando e ofendendo alunos. Na quarta-feira passada (6), Sara entrou em uma das salas para repetir o que havia feito e encontrou um grupo de alunas, com quem começou a discutir. Alunos que passavam pelos corredores foram provocados também e começaram a repudiar a presença e os ataques racistas de Sara Winter.

Em sua página no Facebook, Sara postou uma foto com três rapazes afirmando que eles iriam com ela na semana seguinte. Seus “seguranças particulares” iriam com ela para ameaçar e amedrontar os alunos.

Ontem (13), Sara foi acompanhada dos rapazes e de uma amiga pelos corredores da UERJ, onde já havia cartazes repudiando as ações e discursos fascistas de Sara, em tom provocativo, gritando e apontando alunos com quem havia discutido na semana anterior.

Ao caminhar pela universidade, alunos novamente se voltaram e repudiaram a presença de Sara e um de seus “seguranças” partiu para cima dos alunos. Essa direita ridícula e truculenta se escandaliza com paredes riscadas com protestos mas não com 4 meses de salários e bolsas atrasados e nem sobre a precarização imposta pelo governo a UERJ.

A direita conservadora, com seus discursos fascistas, composta por personalidades esdrúxulas como Sara Winter e Bolsonaro, sentem-se na condição de entrar na universidade com maior número de alunos negros e perpetuar seus discursos racistas. Mas ignoram que essa mesma Universidade encontra-se sem financiamento e com alunos e professores sem receber bolsas e salários ao mesmo tempo que propõe saídas como a privatização. Sara Winter, que vai até a universidade todas as semanas para tentar manter viva o personagem que criou, bradar contra o feminismo e se consolidar ainda mais como uma grande piada na internet, encontrou resistência por parte dos alunos, que não podem se calar diante dos absurdos ditos pela tal “ex-feminista” e seus argumentos falidos.

Fonte da Foto: facebook Sara Winter




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