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São eles ou nós: defenda essas ideias com a Faísca no CONUNE 2019

Confira aqui o conteúdo que a juventude faísca e e o grupo de mulheres pão e rosas defenderá no Conune 2019 com seus delegados anticapitalistas junto com dezenas de jovens que vieram travando essa batalha em suas universidades públicas e privadas.

Pão e Rosas

@Pao_e_Rosas

sábado 6 de julho| Edição do dia

São eles ou nós: que os capitalistas paguem pela crise!

Nosso futuro vale mais que o lucro deles! Abaixo a Reforma da Previdência e os
planos do imperialismo, de Bolsonaro, da Lava Jato e do Centrão!

Foi a juventude a primeira a entrar em cena nacionalmente e demonstrar nas ruas força e vontade de enfrentar Bolsonaro e os planos do golpismo da Lava Jato e Moro. Esse autoritarismo judiciário, também com o STF e o aval do Congresso, manipulou as eleições e desde 2016 vem intervindo na política nacional para aprofundar os ataques que o PT já implementava e ajoelhar o país ainda mais ao imperialismo de Trump, de quem Bolsonaro é capacho. Querem fazer da América Latina mais “fazenda” do mundo, privatizando e entregando nossos recursos, com o Acordo UE-Mercosul. Foi a esse serviço que prenderam Lula arbitrariamente
e assassinaram Marielle Franco.

Mas, na crise econômica internacional criada pelos capitalistas, a farsa do projeto de Guedes, Weintraub, do MBL, da Globo, dos militares e das Igrejas se escancara a cada dia. Sabemos que a Reforma Trabalhista não gerou emprego: somos parte da geração que cada vez mais não consegue nem estudar, com a educação na mira dos “anti-ciência” e privatistas, nem trabalhar. A juventude, quando não amarga longas filas de desempregados, fica à mercê dos trabalhos de miséria e suas jornadas intermitentes e inacabáveis, arrisca sua vida e adoece com a terceirização, Rappi e telemarketing e agora se prepara para ver qualquer possibilidade de futuro ser roubada, com a Reforma da Previdência que vem para encher o bolso dos grandes empresários e banqueiros. Sentimos na pele que as mulheres, os negros e LGBTs estão duplamente pagando a conta dessa barbárie. A polícia racista, que pode ter sua impunidade legalizada, com o Pacote do Moro, não costuma errar em quem mira. Às margens do Rio Bravo, a imagem de migrantes assassinados pela política xenofóbica do maior imperialismo do mundo é retrato da miséria social do capitalismo. Não dá mais.

Diante disso, este Congresso da UNE poderia ser histórico. Apenas a organização coletiva da juventude, tomando para si os rumos de suas entidades, defendendendo-as da extrema direita e tendo na aliança com a classe trabalhadora uma força explosiva, como único sujeito capaz de revolucionar a sociedade, pode arrancar outra perspectiva de futuro. Esse potencial já se mostrou em outros momentos da história, na luta contra a ditadura militar no Brasil e no Maio de 68 francês. Justamente por isso, ainda mais frente à disposição dos estudantes que paralisaram universidades e se colocaram nas ruas nos primeiros meses de governo Bolsonaro, a política levada adiante pela majoritária da UNE é parte de entregar nosso futuro de bandeja aos capitalistas.

Uma divisão de tarefas: a UNE encobre as centrais na traição, enquanto seus governadores apoiam a Reforma da Previdência. Parem de negociar nosso futuro!

Os partidos que estão hoje na direção majoritária da UNE, com PT e PCdoB (UJS), também dirigem centenas de sindicatos em todo o país, com a CUT e a CTB. Desde o 15 de Maio, vieram controlando a força dos estudantes para que não incendiassem a classe trabalhadora, com a UNE separando o combate aos cortes na Educação da luta contra a Reforma da Previdência. Não apenas chamaram dias separados de mobilização, como não prepararam o dia 14 de Junho com assembleias e reuniões de base pelo país e disseram para os trabalhadores “ficarem em casa”, apesar da disposição da juventude e de categorias como metroviários que se mostrou na prática. Enquanto isso, os governadores do Nordeste do PT e do PCdoB não apenas assinaram seu apoio à Reforma da Previdência em mais de uma carta, como pedem o ataque a nível estadual.

Não à toa, a Reforma segue a todo vapor, sob articulação do Congresso de Maia e Alcolumbre e do PSDB. Dentre as fissuras dos de cima, a mentira, aplaudida até mesmo pelos que se dizem oposição, é de que seria um projeto para acabar com as desigualdades e privilégios. Essa é a maior fake news do ano, quando o que se vê é uma reforma feita para assaltar os bolsos de milhões, entregar a massa mais pobre à miséria e abrir os cofres públicos ainda mais para a sanha infinita da dívida pública.

É por isso que a UNE utiliza seus métodos burocráticos para impedir que a juventude decida os rumos de sua luta e coordene nacionalmente ações: quer fazer imperar a política de negociação das centrais e seus partidos para que trabalhemos até morrer. Chamam um Dia Nacional de Luta neste dia 12, mas não organizam milhares de ônibus para que de fato os estudantes possam vir a Brasília, não fazem nenhum chamado aos trabalhadores e a CUT e CTB, fingem que essa data não tem nada a ver com as centrais e sua base operária.

Querem com isso desmoralizar nossa luta e se colocar como “oposição” responsável para administrar o Estado capitalista em crise e empreender a impossível conciliação de interesses entre trabalhadores e a burguesia, sedenta por lucros. Foi assim que o PT no governo abriu espaço para a mesma direita que levou o golpe adiante e foi base do Bolsonaro e, como oposição, não derrotou o golpe, a prisão do Lula e seus ataques.

Basta: é tarefa estratégica do movimento estudantil nacional que quer derrotar Bolsonaro superar a atual direção da UNE e construir uma alternativa à altura, que confie na auto-organização dos estudantes e na unidade com os trabalhadores, tomando as lutas em suas mãos, para destravar uma força imparável que imponha que sejam os capitalistas a pagarem pela crise.

É esse objetivo que deveria se dar uma verdadeira oposição de esquerda à majoritária da UNE e por isso viemos fazendo um chamado ao PSOL, a suas juventudes, parlamentares e Boulos, que percorreu as universidades no último período. Superar a direção da UNE exige denunciar incansavelmente as traições dessa entidade e das centrais sindicais que seguram a disposição da juventude e dos trabalhadores, exigir que parem suas negociatas e romper com qualquer frente parlamentar burguesa com aqueles que dão seu apoio à nefasta Reforma da Previdência. Se a Oposição de Esquerda se colocasse por essa política, fortaleceria a luta da juventude. Por essa razão queremos conformar um polo anti-burocrático do movimento estudantil desde o CONUNE, que tenha início em uma plenária unificada para avançar nesses debates.

Por uma juventude marxista que defenda a educação com um programa operário e popular

A juventude que se levantou contra os ataques à educação sabe que a extrema direita elegeu os setores mais críticos da sociedade como inimigos que tem que enfrentar para descarregar miséria sobre os trabalhadores. A educação, dos professores às universidades, são alvo prioritário. Aproveitando-se do abismo histórico construído entre os estudantes das universidades públicas do país e a classe trabalhadora, Bolsonaro não contava com a resposta contundente das ruas em defesa da educação. Teve de recuar parcialmente, com os créditos suplementares. Mas segue abrindo espaço aos grandes monopólios privados, engordados ao longo dos governos petistas, e a fundações, como a Lemann, da qual Tábata Amaral (do PDT) é porta-voz e diz que “há universidades das quais se pode cortar”.

Se a extrema direita tem um projeto radical contra a educação, do ensino Básico ao Superior, aprofundando esse abismo e a concentração da produção de conhecimento em alguns centros de excelência para tornar nossa ciência cada vez mais dependente do capital estrangeiro, é necessário levantar um programa radical em resposta, que se apoie no legado do marxismo revolucionário como uma ferramenta viva e mais atual do que nunca, que essa corja bolsonarista tanto teme.

Defendemos a revogação total dos cortes, que ameaça a existência de universidades e institutos federais, e o não pagamento da ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública, principal mecanismo de saque das nossas riquezas com o qual Bolsonaro justifica os cortes e a Reforma da Previdência. Ligado a isso, defendemos a conquistas das cotas, as bolsas de estudos já existentes e sua ampliação e levantar o fim dos vestibulares e a estatização das faculdades privadas, com perdão imediato das dívidas do FIES, para que todo trabalhador tenha direito de estudar.

Para trabalhar, contra a lógica capitalista que faz com que existam milhões procurando emprego e milhões trabalhando longas jornadas em trabalhos precários: repartir as horas de trabalho para combater o desemprego, sem redução de salários e direitos, junto a um plano de obras públicas que passe pela construção de centros esportivos nas periferias.

Por isso não separamos a saída econômica para a crise da defesa dos direitos democráticos mais elementares, a começar pela liberdade imediata de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT, e a necessidade de os casos de corrupção serem julgados por júris populares e que os juízes sejam eleitos, revogáveis e ganhem o salário de uma professora. Entretanto, não podemos ficar nas mãos da estratégia que está por trás do jornalismo da The Intercept, que chega a buscar a imprensa golpista, fiel apoiadora da Reforma contra os trabalhadores. É preciso que tudo o que o The Intercept tenha seja revelado ao conjunto da população e que busquemos aliados reais em nossa luta contra os planos do golpe.

Conheça e construa a juventude Faísca e o grupo de Mulheres Pão e Rosas

Somos estudantes de universidades públicas e privadas, jovens trabalhadores, mulheres, negros e LGBTs, militantes do MRT e independentes. Construímos a juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária e o grupo internacional de mulheres Pão e Rosas, que são parte de impulsionar o portal Esquerda Diário. Batalhamos por uma perspectiva marxista, anti-imperialista e anti-burocrática ao movimento estudantil contra a extrema direita. Buscamos no legado da teoria revolucionária de Marx, Engels, Lenin, Trotski e Rosa, nas lições da Revolução Russa e no combate à degeneração stalinista, uma estratégia e programa para intervir
na realidade e construir uma alternativa revolucionária no século XXI que libere as potencialidades da humanidade, da arte, do conhecimento e do trabalho, contra toda exploração e opressão.

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