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Saiba como está a mobilização por toda UNICAMP

Após as massivas assembleias de curso da quarta-feira, quando 2000 estudantes estavam em seus cursos debatendo os eixos centrais da ocupação e indicativo de greve, a quinta-feira na UNICAMP foi marcada pelo piquete no prédio do Ciclo Básico, o apoio dos funcionários e a unificação das mobilizações nas atividades pelo campus.

sexta-feira 13 de maio de 2016| Edição do dia

Piquete no prédio do ciclo básico na Unicamp feito por estudantes de exatas e humanas

Após a massiva assembleia geral que deliberou o indicativo de greve aos cursos, 10 assembleias ocorreram na quarta-feira para debater os eixos centrais da mobilização: "Cotas Sim, Cortes Não. Contra o golpe e pela educação. Por permanência e ampliação". Se incorporaram a mobilização através de greves, paralisações e atividades.


Ato pelo campus poucas horas antes da histórica assembleia geral dos estudantes

O apoio dos funcionários colocou a campanha salarial da categoria em pauta e a unificação contra o corte de despesas. O sucateamento da educação promovido pelo governo estadual foi o grande estopim da mobilização dos secundaristas e agora os estudantes da UNICAMP, UNESP e USP já tem greves deflagradas e este pode ser só o começo.

O piquete histórico

O prédio do Ciclo Básico foi fechado, nesse prédio acontecem as principais aulas comuns dos cursos da UNICAMP e, através das assembleias da matemática, física e química, os estudantes decidiram pelo piquete unificado do prédio e massivos debates aconteceram durante a quinta-feira. Foram mais de 200 estudantes em atividades que discutiram produtivismo, os eixos contra o golpe e cortes, além de permanência estudantil e cotas. Na manhã dessa sexta também houve piquete.

A última vez que o prédio do Ciclo Básico foi fechado foi na década de 80, sendo que na quinta-feira ele se tornou o eixo de mobilização onde confluiram estudantes das humanas, exatas e biológicas para auxiliarem na mobilização dos institutos e garantirem os piquetes. Assim, a bateria da biologia andou pelo campus auxiliando a paralisação de aulas e chamando para as atividades.

Economia mobilizada


Estudantes do IE paralisados e em ato levando apoio à Ocupação da Reitoria. Foto: Amanda Emiliano

O curso de economia, reunindo 250 pessoas na assembleia de quarta-feira (de um curso com 600 estudantes entre graduação e pós), realizou diversas atividades durante o dia e marchou em ato pelo campus até a ocupação da reitoria pela manhã.

Funcionários em apoio

Ao meio-dia o Sindicato de Trabalhadores da UNICAMP puxou um ato em frente a reitoria ocupada como forma de apoio a ocupação estudantil e como expressão da unificação para o ato do dia 16 de maio em frente ao CRUESP. Os trabalhadores encontram-se em campanha salarial e reconhecem a unificação das pautas contra os cortes e a precarização da universidade como uma pauta comum.


Estudantes fazendo ato pelo campus antes da assembleia geral que deflagrou greve

Ocupação da Reitoria

Foi deliberado uma coletiva de imprensa para hoje (sexta-feira) para expor as pautas estudantis. Diversos estudantes de cursos como medicina, enfermagem e engenharias, que terão suas assembleias em outros dias, já apoiam a ocupação e foram lá prestar sua solidariedade.

GREVE

Em assembleias realizadas quinta-feira se incorporaram a greve os Institutos de Geociências (Geografia e Geologia) e o curso de Arquitetura e Urbanismo. O IEL também votou se incorporar na segunda-feira. Dos institutos em greve (IFCH, IA e FE) ocorreram atividade conjuntas com as exatas e no IFCH ocorreu assembleia unificada de professores, funcionários e estudantes.


Assembleia unificada de professores, funcionários e estudantes do IFCH

Paralisações

Além das exatas e economia, a Biologia também paralisou na quinta-feira, colocando todos os “cursos básicos” da universidade paralisados.

Pós-Graduação

Em consonância com a decisão de greve, os estudantes da pós do IFCH e FE estão em greve, paralisando todas as aulas. Também na Economia foi decidido pela incorporação a paralisação.

Mobilizações pelo campus

A área da saúde, com enfermagem e medicina, irá chamar suas assembleias. A Engenharia Química já votou paralisação e Engenharia Civil e Engenharia de Alimentos terão suas assembleias.




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